Operação Verão não será antecipada mesmo com onda de crimes na Baixada Santista

A confirmação veio do secretário de Segurança Pública do Estado, que esteve nesta manhã em São Vicente

O prefeito Kayo Amado em reunião com autoridades

O prefeito Kayo Amado em reunião com autoridades | Nair Bueno/DL

Em reunião na Prefeitura de São Vicente na manhã desta quinta-feira, dia 24, o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, disse que é “inviável” antecipar a Operação Verão da PM, mesmo diante da onda de violência que vem assustando comerciantes e moradores de toda a Região. Segundo apurado pelo Diário até o fechamento deste texto, nove estabelecimentos comerciais foram invadidos, roubados ou furtados em várias cidades da Baixada Santista.

O encontro – que teve mais de duas horas de duração – aconteceu na Prefeitura de São Vicente na manhã desta quinta (24), e contou com a presença do prefeito Kayo Amado, vereadores, deputados, autoridades policiais e secretários de outros municípios, de Campos explicou que, para antecipar a Operação Verão, seria necessário acelerar o curso de formação de novos policiais, o que se torna inviável.

“São os policiais que acabam de se formar na academia de polícia que fazem a Operação Verão, e é impossível antecipar a formação da turma atual. Existe um calendário e, dentro dele, etapas que esses futuros policiais precisam cumprir. Não temos como antecipar isso”.

Mesmo com essa dificuldade temporária, o secretário disse estar satisfeito com a formação de um gabinete de gestão integrada entre os municípios, a Justiça e o Ministério Público.

“Há esse problema e nos reunimos para discutir ações de políticas públicas e, assim, atender ao que a sociedade mais precisa, que é a diminuição desses crimes”, lembra.

Porém, ele acrescentou que é importante a população também colaborar com as autoridades. “Tudo o que as pessoas sabem ou veem sobre esses delitos, é importante repassar para o 190 ou 181. Muitos se preocupam apenas em filmar as ações, mas se esquecem de avisar a polícia. Em São Vicente temos mais de 300 militares atuando, mas a população precisa ser a nossa grande aliada”, finalizou.

O prefeito da cidade, Kayo Amado, disse também estar satisfeito com este encontro, já que, segundo ele, a atuação do município fica um pouco limitada para tomar certas medidas.

“Os poderes que estavam aqui presentes podem, de fato, prender e apreender. A polícia tem trabalhado muito na cidade e estamos empenhados em acabar com essa onda de crimes”.

No último ano São Vicente tem investido muito em segurança pública, como a criação do primeiro Centro de Controle Operacional, inaugurado em 12 de setembro e que, até agora, já inibiu, flagrou e prendeu dezenas de criminosos que praticavam delitos em diversos pontos da cidade.

Dentro do CCO estão armazenados diversos equipamentos que asseguram a fiscalização da Cidade por meio dos 30 totens de segurança instalados em pontos estratégicos, a fim de zelar pelo bem-estar da população. As estruturas possuem três metros de altura, câmeras de alta resolução do tipo ‘Speed Dome’, que giram 360 graus e possuem tecnologia de leitura de placa OCR (Optical Character Recognition), alcance de até dois quilômetros e botão de pânico, no qual o indivíduo poderá acionar diretamente o CCO, e conversar com um agente de plantão.

O CCO também tem papel fundamental na elaboração de estratégias para gestão de crise e ações de força-tarefa. Por isso, foi criada uma sala de reuniões, possibilitando um trabalho integrado.