Peruíbe festeja seu aniversário de 61 anos nesta terça-feira

História da Cidade, que comemora sua emancipação nesta terça-feira (18), se confunde com a do Brasil

A história de Peruíbe se confunde com a história do Brasil. Apesar de completar 61 anos de emancipação político-administrativa nesta terça-feira (18), na época do descobrimento do Brasil pelos portugueses, em 1500, já existia na região a Aldeia dos Índios Peroibe, e pertencia à Capitania de São Vicente.

A cidade também está ligada à presença dos padres jesuítas pelo litoral de São Paulo. Em 1549, chegou o padre Leonardo Nunes para a catequese dos índios, onde já havia sido construída a primeira Igreja de São João Batista. Os indígenas o apelidaram de “Abarebebê”, o que significa padre voador.

Em 1554, foi a vez de o padre José de Anchieta chegar ao aldeamento. No ano de 1640, passou a ser conhecida como Aldeia de São João Batista e, em 1789, os padres jesuítas foram expulsos do Brasil. A aldeia entrou em declínio, tornando-se uma pacata vila de pescadores e que pertencia a Itanhaém.

A construção da Estrada de Ferro Santos-Juquiá trouxe novos habitantes, em 1914. A bananicultura se espalhou pela região. Nos anos 50, com a construção de rodovias para o Litoral Sul, a atividade comercial começa a crescer. Um plebiscito definiu a emancipação política de Peruíbe, em 24 de dezembro de 1958. No dia 18 de fevereiro de 1959, o distrito passou a ser um município independente.

Outro marco na história de Peruíbe foi o acordo nuclear Brasil-Alemanha, assinado em 1975, pelo então presidente Ernesto Geisel. Ele previa a construção de uma usina nuclear na Praia do Arpoador, na Jureia. População e ambientalistas protestaram e os equipamentos que seriam usados em Peruíbe ficaram na usina de Angra 3.

Ruínas do Abarebebê

As Ruínas do Abarebebê formam um dos patrimônios históricos mais ricos da arquitetura nacional. No local estão as bases de uma igreja, uma das primeiras do Brasil e que foi erguida no século XVI, para catequizar os indígenas. Nas imediações foi instalado o segundo colégio de meninos do Brasil e formou-se o aldeamento de São João Batista.

Abarebebê vem da expressão indígena Abaré-Bebê, atribuída ao jesuíta Leonardo Nunes. O padre, que viveu na região entre 1549 e 1554, era ágil ao andar nas trilhas e ficou conhecido pelos indígenas como Abaré-Bebê (padre que voa).

É possível conhecer um pouco da história do município, por meio de painéis com fotos antigas, que contam como ocorreu o primeiro aldeamento do litoral paulista, por volta de 1660. Nas Ruínas pode-se ver o local onde estava o batistério e a pia batismal. A pia, hoje, faz parte do acervo do Museu Paulista do Ipiranga, na Capital.

Entre 1991 a 1994 aconteceram escavações arqueológicas no local, feitas por uma equipe de arqueólogos da Universidade de São Paulo (USP). Foram encontradas mais de 30 mil peças que estão no Museu de Arqueologia e Etimologia de São Paulo.

O sítio arqueológico das Ruínas está revitalizado e conta com estagiários de turismo que recepcionam e guiam os visitantes.

É tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Serviço: as Ruínas do Abarebebê se localizam na Estância Balneária Convento Velho. Funciona de terça a domingo, das 9h às 16 horas. Visitas de grupos ou escolas devem ser agendadas previamente no Turismo, pelo telefone (13) 3455-9426.