O Brasil acendeu o alerta para a mpox neste início de ano. Com pelo menos 62 confirmações registradas até fevereiro de 2026, as autoridades de saúde reforçam um aviso crucial: a aparência das lesões mudou e a manipulação incorreta das feridas pode causar infecções graves.
Como identificar as feridas?
Diferente dos surtos anteriores, a mpox em 2026 pode apresentar quadros “discretos”. Fique atento se surgirem:
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Lesões únicas: Às vezes, apenas uma ferida na região genital ou anal.
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Pequenas pápulas: Bolinhas elevadas que podem aparecer antes mesmo da febre.
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Evolução variada: Feridas em diferentes estágios (bolha, crosta e ferida aberta) ao mesmo tempo no corpo.
Os sintomas clássicos como febre, dor no corpo e ínguas (gânglios inchados) continuam sendo o principal sinal de alerta entre 6 e 13 dias após o contato.
O perigo de estourar as bolhas
Especialistas da Sociedade Brasileira de Infectologia são enfáticos: nunca manipule as lesões. Ao estourar uma bolha de mpox, você corre três riscos imediatos:
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Autoinoculação: O líquido é altamente contagioso e pode espalhar o vírus para seus olhos, boca ou outras partes do corpo.
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Infecção Bacteriana: Você abre uma “porta” para bactérias, o que pode levar a abscessos e até sepse (infecção generalizada).
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Cicatrizes Permanentes: A manipulação interrompe a cura natural, deixando marcas profundas na pele.
O que fazer em caso de suspeita?
Se notar qualquer lesão suspeita, o protocolo do Ministério da Saúde é:
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Isolamento imediato: Não espere o resultado do teste (PCR) para se afastar de outras pessoas.
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Cubra as lesões: Use roupas compridas para evitar que o vírus encoste em superfícies ou objetos de uso comum.
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Mãos limpas: Lave as mãos obsessivamente com água e sabão após qualquer cuidado com a pele.