Polícia prende acusado de operar delivery de tráfico para clientes de classes média e alta em Peruíbe

"Meu público-alvo é a alta sociedade de Peruíbe", disse informalmente o acusado ao ser preso pela Polícia Civil, que apreendeu maconha, haxixe e skunk

Uma investigação de 40 dias resultou, na tarde de quarta-feira (6), na prisão de um homem acusado de manter um delivery de drogas para clientes de classes média e alta em Peruíbe. Na casa do homem, de 33 anos e conhecido como Chapinha, policiais da Delegacia Sede de Peruíbe apreenderam mais de 1,3 quilos de entorpecentes, entre maconha, haxixe e skunk. 

Durante o período de investigações, a equipe do delegado Marcos Roberto da Silva, titular de Peruíbe, e do investigador-chefe, Adalberto Ribeiro, apurou que Chapinha fornecia os tóxicos, de alta qualidade, usando veículo próprio, um Fiat Uno preto, ou seguia como passageiro em carros de aplicativo. 

No início da tarde de quarta, os policiais Lomenzo, Pane e Roberto fizeram uma campana na próximo à casa de Chapinha, na Rua Amapá, no bairro Stella Maris, e conseguiram abordar dois usuários de droga em um outro trecho da cidade, após eles adquirirem maconha do acusado. 

Sem saber que estava sendo monitorado, Chapinha foi preso na mesma tarde quando retornava para sua residência em seu Fiat Uno. Os usuários de droga abordado pelos policiais foram relacionados como testemunhas do flagrante de tráfico e admitiram a compra de Chapinha, após negociação feita via WhatsApp. 

Informalmente, de acordo com policiais civis, o homem disse que “seu público-alvo é a alta sociedade de Peruíbe”. Já no interrogatório, formal, na presença de advogado, o acusado disse que era vendedor ambulante, que estava sem renda devido à quarentena, e por isso decidiu comprar entorpecente para revenda, objetivando o sustento da família.