Dois possíveis suspeitos de envolvimento na execução do soldado da PM Bruno de Oliveira Gilbertoni, encontrado morto em 16 de janeiro em um cemitério clandestino usado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em Cubatão, foram mortos na manhã desta sexta-feira (12) após atirarem contra integrantes do 2° Batalhão de Ações Especiais de Polícia (2° Baep) na Vila Margarida, em São Vicente. Nenhum policial se feriu.
Em uma casa ocupada pela dupla, na Avenida Brasil, os policiais apreenderam mais de três quilos de drogas, três celulares, rádio comunicador, pistola e munições. Um dos criminoso que morreu, de 28 anos, usava uma pistola de calibre .40 e outro, de 26, uma pistola 9mm.
De acordo com o registro do caso, os policiais receberam uma denúncia de que na casa estavam os assassinos do soldado Gilbertoni. O local estava com a porta aberta, segundo os PMs.
Um dos policial entrou, enquanto outros dois ficaram do lado de fora. Os que estavam na área externa ouviram o colega de farda gritando para um dos criminosos largar a arma.
Um dos homens conseguiu deixar o local fugindo por telhados, enquanto o outro ficou parado, do alto de janela, e atirou duas vezes contra os policiais. No revide, com um total de oito disparos, ele foi atingido, sendo o óbito constatado no Hospital Municipal.
O outro criminoso, que inicialmente escapou, expulsou uma família de uma casa na mesma avenida e tentou se esconder. Ao ser encontrado em uma varredura no imóvel, ele atirou contra um policial e foi baleado no revide, sendo a morte também constatada no hospital.

As investigações sobre a motivação e autoria do soldado Gilbertoni, que foi sequestrado após sair para assistir a um jogo de futebol e acabou assassinado, prosseguem na 3ª Delegacia (Homicídios) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) regional.
