Processo de trituração de vidro vira arma contra adulteração de bebidas no litoral de SP

As garrafas passam por um processo de triagem, limpeza e retirada de rótulos, tampas e outros resíduos. Em seguida, são trituradas em pequenos fragmentos que podem ser reaproveitados como matéria-prima na fabricação de novos produtos de vidro

As garrafas passam por um processo de triagem, limpeza e retirada de rótulos, tampas e outros resíduos. Em seguida, são trituradas em pequenos fragmentos que podem ser reaproveitados como matéria prima na fabricaçã

As garrafas passam por um processo de triagem, limpeza e retirada de rótulos, tampas e outros resíduos. Em seguida, são trituradas em pequenos fragmentos que podem ser reaproveitados como matéria prima na fabricaçã | Divulgação

Na cidade de São Vicente, a Cooperativa Rainha da Reciclagem realiza o processamento de vidros, impedindo que garrafas retornem à circulação e sejam utilizadas para fins ilícitos.

A prática é considerada uma medida essencial diante da recente onda de casos de intoxicação por metanol registrados no Estado de São Paulo.

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As garrafas passam por um processo criterioso que inclui triagem, limpeza e retirada de rótulos, tampas e outros resíduos. Depois dessa etapa, o material é triturado em pequenos fragmentos, que podem ser reaproveitados como matéria-prima na fabricação de novos produtos de vidro.

Mais do que impedir a reutilização indevida de garrafas, a trituração oferece ganhos ambientais expressivos. O processo elimina riscos de contaminação química e biológica, além de contribuir para a sustentabilidade ao preservar recursos naturais e reduzir o volume de resíduos descartados de forma inadequada.

A colaboração da população é peça-chave nesse ciclo. Separar corretamente as garrafas de vidro, lavá-las e colocá-las em sacolas distintas dos demais resíduos — preferencialmente identificadas — é um gesto simples, mas de grande impacto. É importante lembrar que, em hipótese alguma, esses materiais devem ser descartados em locais não destinados à coleta. Atitudes como essa ajudam a evitar a adulteração de bebidas e ainda reforçam a proteção ao meio ambiente.

Em 2025, São Vicente, por meio da Cooperativa Rainha da Reciclagem, já reciclou mais de 4 toneladas de vidro até o mês de setembro. O resultado reflete o esforço conjunto entre a população e o poder público, e a expectativa é de que esse número siga em crescimento com o engajamento dos vicentinos.

A secretária de Meio Ambiente do município, Flávia Ramacciotti, ressalta o papel essencial da comunidade nesse processo:

“A trituração, integrada às etapas de separação e triagem realizadas pelos cooperados, gera um duplo impacto positivo em São Vicente, pois garante ao munícipe o cuidado ambiental e a segurança na destinação adequada do resíduo pelo serviço público disponível na cidade. Essa união entre responsabilidade ambiental e segurança é fruto da colaboração de todos que fazem a separação em casa e destinam o material corretamente nos locais indicados.”

Coleta coletiva

A coleta seletiva é realizada em todos os bairros do Município ou diretamente na sede da Cooperativa Rainha da Reciclagem, localizada na Rua Irmã Maria Rita de Souza Brito Lopes, 480 – Conjunto Residencial Humaitá.