Professores de Cubatão decidem continuar em greve

Assembleia realizada ontem à tarde votou pela manutenção da greve por tempo indeterminado no ensino municipal

Os professores da rede municipal de ensino de Cubatão continuam em greve por tempo indeterminado. Existia uma possibilidade do movimento ser suspenso, mas a assembleia realizada ontem à tarde decidiu pela continuidade. São 1,3 mil educadores na Cidade.

Os professores estão aguardando um projeto de lei de autoria do do Executivo para restabelecer os 30% de adicional nos salários de quem possui graduação superior, que foi cortado por determinação da Justiça. Ontem, inclusive, os educadores estiveram nas galerias da Câmara para pressionar os vereadores.

Como o projeto não foi apresentado à Câmara Municipal, eles decidiram dar prosseguimento com a paralisação.

Cubatão possui 55 escolas da rede pública e pouco mais de 15 mil alunos.

Eles reivindicam recomposição salarial referente à redução de 30% dos proventos do Infantil e Fundamental 1, o fim dos processos de desaposentadoria, a garantia de aposentadoria sobre a jornada total e o pagamento do piso nacional do magistério para o infantil 1 e condições dignas de trabalho, pois alegam que as escolas do município estão destruídas.

Prefeito

Ao tomar conhecimento, na tarde de sexta-feira, da decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal, de negar provimento ao recurso interposto pela Administração Municipal e declarar a inconstitucionalidade do acréscimo salarial de 30% a título de gratificação de nível universitário, o prefeito Ademário Oliveira afirmou que a Prefeitura trabalha em um novo projeto de lei, que será enviado à Câmara, para recuperar as perdas salariais.

Ademário deixou claro que “a vontade política do governo é restabelecer o poder de compra dos servidores municipais”.