O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, lançou oficialmente ontem o projeto Banca de Informações Turísticas e Ouvidoria, que amplia o acesso às informações turísticas e de cidadania da cidade. Por enquanto, das cerca de 200 bancas espalhadas pelo município, 12 proprietários aderiram a iniciativa e receberam o certificado e o material de identificação visual da campanha.
O kit é composto por mapa com os pontos turísticos da cidade, além de camisetas, cartaz com logomarca do projeto identificando que a banca é um ponto de atendimento ao turista, e display produzido pela EcoFábrica Criativa.
Benefícios
As bancas que fazem parte do projeto são beneficiadas por isenções como a taxa de licença para localização e funcionamento, e do preço público pela ocupação de área por até oito anos, com renovação anual concedida pela prefeitura.
“As bancas já têm o papel de informar o turista, agora farão isso de forma estruturada”, explicou o prefeito.
“Com a adesão dessas 12 temos uma renúncia fiscal de R$ 14 mil. A ideia é dobrar o número de bancas em 2020 para ampliar a prestação de serviços. O custo é muito baixo para o retorno que a cidade tem”, acrescentou o ouvidor Rivaldo Santos.
Quem tiver interesse em aderir deve entrar em contato com a secretaria de Turismo para passar pela capacitação que dura três dias.
Tradição
A Banca do Bondinho, do jornaleiro Sidnei Hortas, 63 anos, na Praça Mauá (Centro), a partir de agora é oficialmente uma referência para munícipes e visitantes em busca de informações turísticas.
Hortas estava vestido com o uniforme do projeto que o identifica como capacitado para prestar orientações à população. “Minha banca sempre foi ponto de referência, principalmente para o turista, pois o bonde parava aqui. Dávamos informação, mas hoje nossa informação é qualificada, já que fomos treinados para isso”, disse ele. À frente da banca há 12 anos, comercializa também peças de artesanato como as conhecidas muretas. (Vanessa Pimentel)
