Protesto de caminhoneiros prejudica coleta de lixo em Santos

Segundo a Terracom, empresa responsável pelo serviço, na primeira noite de protestos, os caminhões de coleta foram impedidos de acessar a área de transbordo dos resíduos

A coleta de lixo domiciliar de Santos foi prejudicada ontem por conta do protesto de caminhoneiros na Alemoa. A situação chegou ao ponto da Prefeitura solicitar a intervenção da Polícia Militar para garantir o acesso dos caminhões da Terracom, empresa responsável pelo serviço, à área de transbordo dos resíduos, que fica na ­Alemoa.

Segundo a Terracom, na primeira noite de protestos, os caminhões de coleta foram impedidos de acessar a área e, visando a segurança dos trabalhadores, a empresa decidiu paralizar temporariamente o serviço.

Devido a interrupção da coleta, a Prefeitura Municipal de Santos informou que, até a tarde de ontem, cerca de 450 toneladas de lixo domiciliar deixaram de ser retiradas das ruas.

A Administração Municipal informou ainda que, com a ajuda da Polícia Militar, além de descarregar os caminhões,  a expectativa era de que parte da coleta na cidade, fosse efetuada

A Prefeitura orienta que a população evite colocar lixo nas ruas enquanto a situação não for solucionada. Até o fechamento desta edição, não havia confirmação se o serviço seria efetuado normalmente hoje.

Os caminhoneiros seguem reunidos na descida do Viaduto da Alemoa. De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexsandro Viviani, não há previsão para término dos protestos, já que eles esperam uma resposta do Governo Federal.

“Além do preço do diesel, pedimos melhorias no preço do frete, o fim da cobrança de pedágio por eixo erguido e o aumento no limite de pontos na CNH dos caminhoneiros”, afirmou o presidente.

O presidente do Sindicato dos estivadores, Rodnei Oliveira, o Nei da Estiva,  declarou que, caso a greve persista, os estivadores podem fazer alguma paralização em conjunto para demonstrar apoio aos caminhoneiros.