PSDB cresce no parlamento; PT, PDT e PSB perdem espaço na Baixada

Tucanos ocupam 22% das cadeiras das câmaras municipais da Baixada Santista

O PSDB foi o partido que mais cresceu no Legislativo da Baixada Santista se compararmos as eleições de 2012 e 2016. Os sociais democratas passaram de 21 para 30 cadeiras. Os números remetem aos dados divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o término do 1º turno. O cenário ainda pode sofrer transformações com o deferimento de candidaturas indeferidas com recurso e com a nomeação de vereadores eleitos para cargos no Executivo.

A partir do próximo ano, com o aumento do número de parlamentares nas câmaras de Cubatão e Praia Grande, serão 134 vereadores, ao invés dos 128 atuais, com participação de 21 partidos. Em 2012, os tucanos assumiram 21 cadeiras, o que equivalia a 16,4% dos cargos no Legislativo regional. A partir de 2017, as 30 cadeiras simbolizam 22,38% dos vereadores da Baixada Santista. Um crescimento de praticamente 6% na representatividade.

O segundo partido com maior número de vereadores é o PMDB, que manteve o mesmo número de candidatos eleitos tanto em 2012 quanto em 2016: 18 parlamentares. No entanto, devido ao aumento de cadeiras, a representatividade da sigla na região diminuiu passando de 14,06% para 13,43%. Ao lado do PSDB, os pemedebistas foram os únicos que elegeram representantes nas nove cidades da Baixada Santista.

Em queda

Para alcançar a nova posição, o PMDB superou o PSB. O partido do vice-governador Marcio França perdeu cinco parlamentares, caindo de 20 para 15 cadeiras. Apesar de ter ajudado a eleger Pedro Gouvêa (PMDB) em São Vicente, o PSB não conseguiu manter o mesmo desempenho de 2012 onde França tem força e perdeu dois vereadores em comparação com 2012.

Dois partidos que faziam parte do primeiro escalão do governo Dilma Rousseff também sentiram o “fenômeno” do impeachment. O PT, maior prejudicado nas eleições deste ano, também perdeu cinco cadeiras, assim como o PSB. A sigla da estrela vermelha foi de 11 para seis vereadores e uma representação de 4,47%. Mas quem sofreu mais na Baixada Santista foi o PDT. 

Apesar do partido ter apresentado uma melhora em cargos Executivos no País, na região os pedetistas caíram de dez para apenas três vereadores. 

Com a “diminuição” de PT e PDT, apenas PSDB, PSB e PMDB obtiveram, ao menos, 10 vereadores eleitos em 2016 na Baixada Santista.

O PTB, assim como o PMDB, manteve as nove cadeiras obtidas em 2012. Com a queda de partidos rivais, os trabalhistas passaram a ser quarta força da região. Mas, mesmo assim, perderam representatividade, passando de 7,03% para 6,71% do total de candidatos eleitos.

Quem também reduziu a participação foi o PR, que perdeu três cadeiras e foi de seis para três vereadores. Além disso, duas siglas que tinham representação mínima deixaram de figurar no cenário legislativo da região. São elas o PTN e o PRTB.

Novidades

Três partidos que não figuravam no Legislativo regional ganharão cadeiras a partir de 2017. O Solidariedade elegeu sete candidatos, já o PROS conquistou quatro vagas e o PEN outras duas cadeiras. 

Outros três partidos mostraram aumento significativo no número de parlamentares na Baixada Santista. O PRB saltou de dois para cinco representantes e o DEM passou de seis para oito vereadores. Já o PSD ganhou mais duas cadeiras, indo de três para cinco parlamentares.

Outros partidos. Completam a lista de siglas nas Câmaras da região o PPS (sete vereadores), PRP (três vereadores), PP (dois vereadores), PV (dois vereadores), PSDC (dois vereadores), PC do B (um vereador) e PSC (um vereador).