Qual agride mais a pele, o mar ou a piscina? Dermatologista explica

Conheça os cuidados indispensáveis antes do mergulho para reduzir danos e proteger a pele

A falta de reaplicação do protetor solar como principal causa de queimaduras graves no verão

A falta de reaplicação do protetor solar como principal causa de queimaduras graves no verão | Reprodução/Pexels

Você prefere um dia curtindo a praia ou horas relaxando, boiando na piscina? Seja para aproveitar o sol, se refrescar ou apenas descansar, a proteção solar é indispensável, e deve fazer parte de qualquer rotina de lazer ao ar livre.

Embora ambos ofereçam momentos de diversão, a pele reage de maneira distinta em cada um desses ambientes, e conhecer essas diferenças ajuda a evitar irritações e queimaduras.

Segundo a dermatologista Natalia Venturelli, a água da piscina costuma ser mais irritante por causa do cloro, substância fundamental para manter a água limpa, mas que pode ser agressiva para a pele.

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O contato frequente com o cloro favorece o ressecamento, remove a barreira lipídica natural e pode agravar quadros dermatológicos, como dermatite atópica, especialmente em quem já tem pele sensível.

Como proteger a pele na piscina

Antes de mergulhar, é essencial cuidar de uma das partes mais importantes do corpo: a pele. O cloro é utilizado para impedir a proliferação de microrganismos, garantindo ambientes mais seguros.

No entanto, sua natureza cáustica pode desencadear dermatite de contato irritante, provocando vermelhidão, coceira, ardor e descamação, sinais comuns após longos períodos na piscina.

Caso note que sua pele permanece seca ou áspera ao sair da água, aposte em hidratantes mais densos ou pomadas restauradoras. É importante lembrar a diferença entre eles:

loções têm textura mais leve e hidratam de forma superficial; cremes oferecem maior poder de hidratação; e pomadas são ainda mais eficazes para restaurar a barreira cutânea, especialmente em áreas muito ressecadas.

Para evitar desconfortos como coceira e irritação, uma boa estratégia é aplicar um creme de barreira antes mesmo de entrar na piscina. Produtos que contenham glicerina, óleos vegetais ou petrolatos ajudam a reduzir a perda de água da pele e criam uma película protetora contra o cloro.

E no mar?

No ambiente marinho, os cuidados também são necessários. Embora a água do mar também possa ressecar a pele devido à alta concentração de sal, a dermatologista explica que, de modo geral, ela costuma ser menos agressiva que a água tratada com cloro.

Mesmo assim, o sal pode causar sensação de repuxamento e, quando combinado com o sol forte, favorecer irritações e queimaduras.

Além disso, tanto na praia quanto na piscina, a maioria das queimaduras solares acontece pela falta de reaplicação do protetor solar. Não basta apenas aplicá-lo antes de sair de casa, é fundamental reforçar a proteção ao longo do dia.

A recomendação é reaplicar o produto a cada duas horas ou sempre após mergulhar, transpirar excessivamente ou se secar com a toalha.

Essa etapa é essencial para prevenir danos imediatos — como queimaduras — e efeitos cumulativos, como envelhecimento precoce e o aumento do risco de câncer de pele.