Quem não emplacar ciclomotor até dezembro de 2025 pode ter o veículo apreendido

Novas regras de trânsito exigem registro, habilitação e equipamentos obrigatórios para ciclomotores e bicicletas elétricas

Ciclomotores não podem trafegar em ciclovias, calçadas ou vias de trânsito rápido, nem em rodovias sem acostamento adequado

Ciclomotores não podem trafegar em ciclovias, calçadas ou vias de trânsito rápido, nem em rodovias sem acostamento adequado | Reprodução/TV Globo

Uma mudança nas regras de trânsito vai impactar diretamente milhões de brasileiros que utilizam ciclomotores e bicicletas elétricas.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) determinou que todos os veículos dessa categoria devem estar registrados, licenciados e emplacados até o dia 31 de dezembro de 2025. Após esse prazo, quem não se adequar poderá receber multas, perder o veículo e ser penalizado por infração grave.

A medida faz parte da Resolução nº 996/2023, em vigor desde julho de 2023, que atualiza as normas para ciclomotores, bicicletas elétricas e equipamentos motorizados individuais, como patinetes e skates elétricos. O objetivo, segundo o Contran, é padronizar o uso desses veículos e aumentar a segurança nas vias públicas.

Fiscalização em todo o país

Desde o início de 2024, órgãos municipais de trânsito têm reforçado as ações educativas e operações de fiscalização. De acordo com o secretário de Mobilidade e Trânsito, Marcelino Xavier, é essencial que os condutores se antecipem.

“É fundamental iniciar o processo de regularização o quanto antes. A lei é nacional, está em vigor e o descumprimento gera infração de trânsito”, alertou.

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As novas exigências valem para ciclomotores com motor a combustão de até 50 cilindradas ou elétricos de até 4 kW, cuja velocidade máxima não ultrapasse 50 km/h.

Para conduzi-los, é preciso ter mais de 18 anos e possuir Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria A.

Documentos obrigatórios e registro

Os veículos fabricados ou importados até julho de 2023 que não possuem Certificado de Adequação à Legislação de Trânsito (CAT) devem apresentar documentação complementar — incluindo Certificado de Segurança Veicular (CSV), laudo de vistoria e nota fiscal ou declaração de procedência.

Esses documentos precisam ser entregues até o fim de 2025. Caso contrário, o veículo será considerado irregular, sujeito à remoção imediata e autuação.

Diferença entre bicicleta elétrica e ciclomotor

Uma das dúvidas mais comuns é a diferença entre esses dois tipos de veículo. O Contran esclarece que bicicletas elétricas com acelerador ou capazes de ultrapassar 32 km/h são consideradas ciclomotores — e, portanto, precisam ser emplacadas e conduzidas por motoristas habilitados.

Onde podem circular

Os ciclomotores não podem trafegar em ciclovias, calçadas ou vias de trânsito rápido, nem em rodovias sem acostamento adequado. Além disso, o uso de capacete é obrigatório, mesmo em trajetos curtos. Quem for flagrado sem o equipamento receberá multa, pontos na CNH e terá o veículo removido.

A chefe do Núcleo de Operações Viárias, Ediclelma Marinho, reforça que a regularização não é apenas uma exigência burocrática. “É uma questão de segurança e responsabilidade. Queremos condutores preparados e veículos em boas condições de circulação.”

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Campanhas educativas e adaptação dos condutores

Desde janeiro de 2024, a Secretaria Municipal de Trânsito de Santarém, em parceria com o Detran e o Contran, realiza palestras, blitze educativas e mutirões de emplacamento para conscientizar os condutores.

A meta é reduzir acidentes, organizar o trânsito urbano e aumentar a segurança nas cidades com alto número de ciclomotores.

O Contran pretende monitorar o nível de regularização em todo o país até o fim de 2025, ajustando ações nas regiões com menor adesão.

O que muda a partir de 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, quem circular com ciclomotor irregular estará sujeito a multa, apreensão e perda de pontos na CNH.

Segundo o Contran, a expectativa é que a nova política traga mais controle, segurança e organização ao tráfego, além de reduzir o número de acidentes envolvendo veículos de pequeno porte. “Cumprir o prazo é essencial para evitar autuações e apreensões”, reforça a SMT.