Saneamento em alta: Baixada Santista melhora posições e atrai bilhões em investimentos

Cidades do Litoral de São Paulo avançam em indicadores nacionais, impulsionadas por investimentos em água e esgoto

Santos aparece na quarta colocação geral e figura entre os poucos municípios que atingiram pontuação máxima em critérios avaliados pelo ranking

Santos aparece na quarta colocação geral e figura entre os poucos municípios que atingiram pontuação máxima em critérios avaliados pelo ranking | Divulgação

A Baixada Santista voltou a aparecer entre os principais destaques do saneamento básico no país. Dados da 18ª edição do Ranking do Saneamento, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, mostram que cidades da região avançaram em diferentes indicadores e consolidaram posição entre os municípios mais bem avaliados do Brasil.

O levantamento considera os 100 municípios mais populosos do país e utiliza como base os dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), referentes a 2024. Mesmo refletindo um cenário anterior, os resultados já indicam uma trajetória de crescimento que vem sendo intensificada por novos investimentos.

Santos entre as melhores do país

Santos aparece na quarta colocação geral e figura entre os poucos municípios que atingiram pontuação máxima em critérios avaliados pelo ranking. Isso significa que a cidade já apresenta níveis considerados universalizados de atendimento, além de baixos índices de perdas nos sistemas.

Santos é a quarta cidade com melhor saneamento básico do Brasil

A tendência é de ampliação desses resultados. A Sabesp prevê mais de R$ 500 milhões em investimentos no município, incluindo obras voltadas à expansão da rede em áreas ainda não atendidas.

Um dos projetos mais emblemáticos está na Zona Noroeste, com foco no Dique da Vila Gilda, conhecido como a maior favela de palafitas do Brasil.

A iniciativa deve beneficiar cerca de 10 mil moradores com acesso a redes de água e esgoto, alterando uma realidade histórica de vulnerabilidade.

Praia Grande lidera em investimentos

Praia Grande mantém um desempenho expressivo e repete a liderança nacional no indicador de investimento por habitante. O município registrou R$ 572,87 por pessoa, valor que supera com folga o patamar considerado ideal para a universalização dos serviços.

Esse volume de recursos é reflexo de um conjunto de obras que deve chegar a R$ 1 bilhão até 2029, com foco na ampliação do abastecimento de água e no tratamento de esgoto.

Avanços consistentes em São Vicente e Guarujá

Outras cidades da região também aparecem em trajetória de crescimento. São Vicente subiu nove posições no ranking, impulsionada principalmente pelo aumento nos investimentos e pela expansão do sistema de esgotamento sanitário.

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Já Guarujá avançou quatro colocações, consolidando uma evolução gradual nos indicadores de saneamento.

A previsão é de que os investimentos continuem acelerados nos próximos anos, com mais de R$ 3 bilhões destinados ao município até 2029, enquanto São Vicente deve receber cerca de R$ 420 milhões no mesmo período.

Investimentos aceleram meta de universalização

Embora o ranking retrate dados de 2024, o cenário atual já aponta para um ciclo mais robusto de investimentos.

Desde a desestatização da Sabesp, em 2024, a companhia prevê aplicar R$ 7,5 bilhões na Baixada Santista até 2029, sendo R$ 2,5 bilhões em abastecimento de água e R$ 5 bilhões em esgotamento sanitário.

O objetivo é antecipar em quatro anos a meta nacional de universalização dos serviços, prevista no Marco Legal do Saneamento Básico para 2033.

Ranking mede acesso, eficiência e evolução

O estudo do Instituto Trata Brasil avalia três dimensões principais: o nível de atendimento à população, a evolução desses serviços ao longo do tempo e a eficiência das operações.

A combinação desses fatores permite não apenas comparar cidades, mas também monitorar o avanço rumo à universalização do saneamento — um dos principais desafios de infraestrutura do país.

Impacto direto na qualidade de vida

Os avanços registrados no ranking vão além dos números. A ampliação do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário tem impacto direto na saúde pública, na preservação ambiental e na qualidade de vida da população, especialmente em áreas mais vulneráveis.

Com os investimentos em curso e os resultados já apresentados, a Baixada Santista se consolida como um dos principais polos de avanço no saneamento brasileiro, sinalizando uma mudança estrutural que tende a ser percebida cada vez mais no cotidiano da população.