Santistas vão às ruas para dar um basta à violência contra a mulher

Pelo menos 450 santistas foram às ruas participar da caminhada deste domingo

Pelo menos 450 santistas foram às ruas participar da caminhada deste domingo

Pelo menos 450 santistas foram às ruas participar da caminhada deste domingo | Marcelo Martins/PMS

Pelo menos 450 santistas foram às ruas participar da caminhada Basta de Violência contra a Mulher, na manhã do domingo (27). Com camisetas em tom laranja e faixas chamando a atenção da sociedade para o tema, elas percorreram um trecho da Avenida Vicente de Carvalho, no Boqueirão, entre a Avenida Conselheiro Nébias e o canal 3, em Santos.

Antes da largada, alunos do curso de Fisioterapia da Unip realizaram atendimento de aferição de pressão, orientação e avaliação postural, além de preparar um aquecimento para os participantes durante a concentração, contou o professor e coordenador do curso, Erik Oliveira Martins.

Convidada pela nora, a psicóloga Ana Lúcia Menezes Rodrigues, decidiu reforçar o coro e se engajar numa batalha é que de todos.  “É uma luta importante e cada vez mais as pessoas precisam ir para as ruas chamar a atenção para este problema grave que, em pleno século 21, ainda existe no Brasil e no mundo”.

Reforçar a atenção do público para a luta contra a violência destinada ao público feminino é fundamental, acrescenta a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (Commulher), Ercilla Maria Vargas Wiggert. “A gente tem que, cada vez mais, gritar contra qualquer forma de violência que envolva a mulher. Temos também de chamar os homens para esta luta. A violência é muito cultural, muitos homens nasceram, no passado, sob a cultura de que mulher é submissa. Precisamos mudar isso e também trabalhar as crianças, os meninos, desde pequenos, para saber como devem tratá-las”.

Um dos homens na caminhada, o comerciante Alberto Mesquita conta que fez questão de acompanhar a mulher e reforça que a luta precisa ser de todos. “Tem que participar e mostrar para os outros homens que ninguém é superior. Tem de haver união contra agressores. Eles precisam ver que não há mais espaço no mundo para a violência contra a mulher”.

ONU
O evento está incluído na campanha da Organizações das Nações Unidas (ONU), que apoia os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas e teve início em 25 de novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Laranja foi a cor escolhida pela ONU para representar todo o movimento.

“A gente faz esta caminhada como um sinal de alerta, então ela é muito significativa. As mulheres precisam estar juntas e dizer umas para as outras que ninguém precisa e nem deve passar por qualquer tipo de agressão. E temos que chamar a atenção de toda a sociedade, trazendo os homens também para a caminhada, e falar incansavelmente deste tema”, reforça a vice-prefeita e secretária da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, Renata Bravo.

Em Santos, a ação foi organizada pela Coordenadoria de Políticas para a Mulher (Comulher), que faz parte da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos (Semulher) e contou também com os Movimento de Arregimentação Feminina (MAF); Soroptimist Internacional de Santos; Mulheres que Decidem; Rotary Club de Santos Boqueirão; OAB-Santos; Grupo Mulheres do Brasil – Santos; Câmara Municipal de Santos.

HISTÓRICO
O evento terminou na Concha Acústica com a explicação sobre a origem da data em que é celebrado o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher, convencionada pela ONU desde a Assembleia Geral da instituição de 1999. A data homenageia as irmãs Pátria, Minerva e Maria Teresa, três mulheres vítimas de homicídio cometido pelo ditador Rafael Leônidas Trujillo, da República Dominicana, em 25 de novembro de 1960. O trio combateu duramente a ditadura no país e acabou sendo assassinado