A greve dos professores e trabalhadores de São Vicente entra em sua segunda semana, após aprovação do movimento em assembleia comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores no Magistério e na Educação Municipal de São Vicente (Sintramem). Ontem, foram realizados dois atos – um em frente à Prefeitura e outro em frente à Câmara de Vereadores.
Hoje estão previstas duas carreatas pelas ruas da cidade e, amanhã (quinta-feira), mais dois atos. No final da tarde, às 17 horas, uma nova assembleia deverá definir os próximos passos do movimento.
“A decisão soberana da assembleia decidiu manter o movimento grevista e nós do SINTRAMEM apoiamos e continuaremos permanentes na luta por valorização”, afirma o presidente Roberto Ciccarelli Filho.
A categoria reivindica correção inflacionária de 4,82%, plano de recuperação salarial de 13,07% referente aos anos 2021-2023, aumento na cesta básica de R$ 400,00 para R$ 805,84 e auxílio educação de R$ 250,00 para R$ 700,00.
A Prefeitura chegou a mover uma ação para garantir a manutenção dos serviços da educação, considerados essenciais. O reajuste proposto pela Administração para 2025 foi de 3,5% no salário base dos profissionais da Educação, além de acréscimo de R$ 100,00 mensais no Auxílio Educação. Tal compromisso, segundo a Administração, é da ordem de mais R$ 10 milhões do orçamento municipal.
A Prefeitura afirma que a Educação no País é financiada com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), repassado pelo governo federal em conta específica, da qual se deve gastar, no mínimo, 70% com salários de profissionais da educação e, o restante, com investimentos.
Atualmente, segundo a Prefeitura, 86% do FUNDEB municipal é utilizado para pagamento de salário de professores, restando apenas 14% para investimentos. A Administração ressalta ainda que, apesar da estimativa do governo federal de redução de -6% do FUNDEB, São Vicente oferece aos profissionais um percentual de aumento acima dos valores que receberá do Fundo.
