Segundo moradores, não há periodicidade em obra em São Vicente

Obra de drenagem está sendo realizada no trecho da Avenida Nações Unidas, na saída do viaduto Mário Covas, sentido Praia Grande

Moradores do bairro Vila Margarida, em São Vicente, questionam a frequência dos funcionários responsáveis por executar a obra de drenagem no trecho da Avenida Nações Unidas, na saída do viaduto Mário Covas, sentido Praia Grande. De acordo com eles, a equipe não está presente todos os dias, o que pode atrasar a finalização dos trabalhos e piorar as enchentes, caso eles não sejam concluídos antes das fortes chuvas de verão que costumam cair em meados de dezembro. A Reportagem esteve no local ontem e de fato não havia ninguém.

Já os motoristas precisam diminuir a velocidade para enfrentar os buracos que existem na via devido ao andamento da obra. “Tenho medo de passar tão devagar porque têm muitos assaltos aqui, tanto que até tiraram o semáforo para evitar as paradas”, diz um motorista que não chegou a se ­identificar.

Ana Carolina tem uma pequena loja no entorno e segundo ela, nos últimos dias, não viu equipes trabalhando.

“A gente não está reclamando da obra porque ela vai evitar as enchentes e isso é bom pra nós, mas queremos saber quando ela vai acabar porque desde a semana passada não aparece ninguém”.

Para a comerciante Gesina Jesus de Oliveira a obra é bem-vinda, mas como mora no bairro há mais de 20 anos, disse que só “­acredita vendo”.

“Esse bairro tem muito potencial, assim como a cidade de São Vicente, mas precisa de investimentos. A Vila ainda tem muitas ruas de terra e as condições de vida não são boas. A prefeitura precisa olhar mais pela Vila Margarida”, declara.

Prefeitura

A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Desenvolvimento e Obras Públicas (Sedup), informou que a obra de drenagem e repavimentação na Avenida Nações Unidas, no trecho próximo ao viaduto Mário Covas, é considerada ­complexa e tem como objetivo minimizar os problemas de ­alagamento.

Explicou também que os serviços tiveram início em maio e a previsão de conclusão é para os próximos 60 dias. Quanto à falta de funcionários trabalhando no local, disse que os serviços precisaram ser paralisados de forma temporária para a estabilização do solo, após as chuvas dos últimos dias.