Um pedaço da história de Santos está prestes a ser blindado. As icônicas muretas da orla, especificamente no trecho da Ponta da Praia, deram um passo importante para se tornarem oficialmente patrimônio material e imaterial do município.
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O que muda com o tombamento?
A proposta, aprovada pelo Condepasa, foca no trecho da Avenida Rei Pelé (antiga Saldanha da Gama). O objetivo principal é:
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Blindagem contra mudanças: Evitar que a estrutura seja modificada ou substituída sem consulta pública.
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Proteção da paisagem: Garantir que o cenário clássico de contemplação da orla permaneça intacto para as próximas gerações.
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Reconhecimento afetivo: Validar o espaço como ponto de encontro histórico de moradores e turistas.
Um legado da década de 40
Muito além do concreto, as muretas carregam o DNA da expansão urbana de Santos. Instaladas na década de 1940 (gestão do prefeito Antônio Gomide), elas nasceram junto com o Aquário Municipal e a ampliação dos jardins da orla.
Hoje, o local é o escritório ao ar livre de pescadores, o banco de descanso de casais e o cenário preferido para fotos de quem visita a cidade. O processo agora segue para etapas técnicas finais, mas o sinal verde do conselho já é celebrado como uma vitória para a identidade santista.
