Teatro Rosinha Mastrângelo, em Santos, continua abandonado

Fechado há seis anos, único teatro de arena da Cidade se transformou em reduto de água parada no coração da Secult

A reclamação é antiga mas ganhou fôlego no meio cultural de toda a Baixada Santista nos últimos dias. Espaço ‘sagrado’ para inúmeros artistas da região, o teatro de arena Rosinha Mastrângelo, único palco do gênero na Cidade, está há mais de seis anos abandonado e repleto de infiltrações, que culminaram com a formação de uma verdadeira piscina de água parada no local onde outrora espetáculos eram apresentados.

Localizado no Centro Cultural Patrícia Galvão, prédio que também abriga a Secretaria de Cultura de Santos (Secult), inúmeras obras para revitalização do espaço tiveram início. No entanto, nenhuma delas foi finalizada e conseguiu fazer com que o espaço pudesse ser novamente utilizado pela classe artística da Cidade.

Na semana passada um vídeo mostrando a situação atual do equipamento foi postado na página do Facebook ‘Teatro de Arena Rosinha Mastrângelo: o abandono e o descaso’. As imagens, gravadas pela diretora Paula D’Albuquerque, mostram o espaço danificado, sem as arquibancadas e as cabines de som e luz.

“Embora o Rosinha esteja repleto de água parada, o que pode ser perigoso para todos, o problema não está apenas na área da saúde. Esse equipamento cultural poderia representar muita coisa para os artistas locais, como já representou no passado. Todos nós de 30 a 90 anos temos história com esse lugar”, destacou a diretora.

O estado de abandono do teatro foi denunciado pelo Diário do Litoral em dezembro passado. Na ocasião, a Prefeitura disse que a previsão para reabertura do espaço era 2016 e que havia um estudo em andamento para eliminar a infiltração sob o palco do teatro.

Questionada novamente, a Administração disse que os técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano estão finalizando o projeto de reforma e de acessibilidade do Rosinha Mastrângelo, mas não estipulou prazo para o início das obras.

Caso de saúde pública

Em dezembro, quando foi questionada sobre a água parada no fosso do teatro, a Prefeitura afirmou que a água se acumula no espaço pelo fato de um lençol freático passar por baixo da sala de espetáculos.

Sobre as medidas adotadas para conter a água e a possível proliferação de mosquitos, a Prefeitura de Santos informou que de três em três dias era aplicado sal grosso no fosso do Teatro Rosinha Mastrângelo.

Questionada novamente, a Administração se limitou a dizer que equipes de combate à dengue fazem o monitoramento do local e não foram encontrados focos do mosquito na última avaliação.