Transatlânticos chegam a Belém e ampliam hospedagem para a COP30

Com investimentos de R$ 233 milhões, Porto de Outeiro é modernizado e começa a receber passageiros nesta quarta-feira (5)

A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal para ampliar a oferta de hospedagem durante a COP30

A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal para ampliar a oferta de hospedagem durante a COP30 | Divulgação/Gabriel Della Giustina/COP30

Os dois navios de cruzeiro que servirão como hotéis flutuantes para delegações e visitantes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) já estão atracados no Porto de Outeiro, em Belém (PA). 

As embarcações – MSC Seaview e Costa Diadema – aportaram na terça-feira (4) e, juntas, disponibilizarão cerca de 6 mil leitos. O embarque dos hóspedes começará nesta quarta-feira (5).

A iniciativa faz parte da estratégia do governo federal para ampliar a oferta de hospedagem durante a COP30, garantindo acomodações seguras, acessíveis e sustentáveis. 

O projeto reforça o compromisso do país com a organização de um evento inclusivo, capaz de receber com conforto milhares de participantes vindos de diversas partes do mundo.

Conexão rápida com o centro da conferência

O trajeto entre o porto e o Parque da Cidade, onde acontecerá a conferência, terá duração média de 30 minutos, com transporte gratuito e contínuo em ônibus oficiais. 

O percurso de quase 20 quilômetros será feito utilizando faixas exclusivas do BRT e a nova ponte de acesso rápido, inaugurada em outubro, que reduziu o tempo de deslocamento pela metade.

“Eu marquei no cronômetro: saindo do local da COP até o Porto de Outeiro, hoje foram 33 minutos e 27 segundos. Durante o evento será ainda mais rápido, já que as vias expressas ficarão reservadas aos ônibus oficiais”, explicou o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Estrutura modernizada do terminal portuário

Para receber os transatlânticos, o Terminal Portuário de Outeiro passou por uma ampla modernização, que recebeu R$ 233 milhões em investimentos da Itaipu Binacional. 

A obra, conduzida pela Companhia Docas do Pará (CDP), ampliou o píer de 261 para 716 metros, com capacidade para suportar até 80 mil toneladas, o dobro da anterior.

Entre as melhorias estão a construção de 11 dolphins, a instalação de 10 pontes metálicas e a criação de um moderno centro de recepção, com áreas de embarque e desembarque, equipamentos de segurança e atendimento ao público.

“Em um prazo recorde, conseguimos entregar à população um porto pronto, preparado para ser a nova porta de entrada do turismo internacional na Amazônia”, afirmou Jardel Rodrigues da Silva, presidente da CDP.

As obras começaram em abril deste ano e foram finalizadas em apenas seis meses, com equipes trabalhando 24 horas por dia, em três turnos, para garantir a entrega antes da conferência.

Impacto econômico e turístico

Durante a entrega da nova infraestrutura, o ministro Rui Costa ressaltou que o porto representa um divisor de águas para o desenvolvimento do Pará.

“Esse terminal trará crescimento econômico, social e turístico para Belém, aumentando também o transporte de cargas e inserindo definitivamente a cidade na rota do turismo internacional”, destacou o ministro.

A expectativa é de que o Porto de Outeiro passe a integrar rotas regulares de cruzeiros marítimos, impulsionando setores como hotelaria, gastronomia, comércio e transporte local.

“O Porto de Outeiro será um catalisador do turismo e um novo atrativo para a região Norte. Deixa de ser apenas um terminal de cargas para se tornar uma referência de recepção de visitantes”, celebrou o secretário extraordinário da COP30, Valter Correia.