Travessia subaquática milionária avança e deve reforçar abastecimento no Litoral de SP

Trecho de 1,7 km da nova adutora começa a ser posicionado no cais; sistema deve reforçar abastecimento na Baixada Santista

A obra prevê a implantação de 5,56 quilômetros de tubulações com 700 milímetros de diâmetro

A obra prevê a implantação de 5,56 quilômetros de tubulações com 700 milímetros de diâmetro | Divulgação

As obras da nova travessia subaquática da Sabesp entre Santos e Guarujá avançaram mais uma etapa nesta semana, com a preparação do trecho de tubulação que será instalado sob o leito do Estuário.

Quem passa pelo terminal de barcas entre o distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, e o Centro de Santos já percebe a movimentação. Equipes da companhia instalaram faixas informativas e iniciaram ações de orientação aos usuários na região da Estação de Passageiros Praça da República.

No local, também estão sendo montadas estruturas de proteção e plataformas para garantir a integridade das tubulações, além de preservar a circulação de pedestres, com a instalação de rampas de acessibilidade.

Trecho submerso começa a ser preparado

A obra prevê a implantação de 5,56 quilômetros de tubulações com 700 milímetros de diâmetro. Desse total, cerca de 4 quilômetros já foram instalados em áreas subterrâneas nos dois municípios.

Equipes da companhia instalaram faixas informativas e iniciaram ações de orientação aos usuáriosEquipes da companhia instalaram faixas informativas e iniciaram ações de orientação aos usuários (Divulgação)

Agora, a Sabesp concentra esforços no posicionamento dos 1,7 quilômetros de tubos que serão responsáveis pela travessia subaquática sob o canal do Porto de Santos. A expectativa é que essa etapa seja concluída em até 90 dias.

As peças, com cerca de 12 metros cada, estão sendo soldadas no cais antes da operação final, que envolverá o deslocamento das tubulações sob o estuário até Vicente de Carvalho.

Megaoperação deve durar 72 horas

A instalação definitiva será feita por meio de uma operação contínua, prevista para durar cerca de 72 horas. O processo será coordenado com a Autoridade Portuária de Santos (APS) e outros órgãos, sem impacto nas atividades portuárias.

A tecnologia utilizada é a perfuração horizontal direcional (HDD), método que permite a passagem de tubulações subterrâneas sem a necessidade de grandes escavações.

A técnica consiste na abertura de um furo piloto, por onde os tubos são posteriormente puxados ao longo do trajeto planejado.

Capacidade e impacto no abastecimento

Quando concluída, a nova adutora terá capacidade para transportar até 500 litros de água tratada por segundo, reforçando o abastecimento da Ilha de Santo Amaro e aumentando a segurança hídrica da região.

De acordo com a Sabesp, esse volume é suficiente para encher uma piscina olímpica em aproximadamente uma hora. A previsão é de que o sistema entre em operação ainda neste semestre.

Nova adutora terá capacidade para transportar até 500 litros de água tratada por segundonova adutora terá capacidade para transportar até 500 litros de água tratada por segundo (Divulgação)

Investimento e expansão do sistema

A obra integra o maior pacote de investimentos já realizado pela Sabesp na Baixada Santista, com foco na ampliação do abastecimento de água e da coleta e tratamento de esgoto até 2029 — quatro anos antes da meta nacional de universalização.

O empreendimento conta com investimento de R$ 134,7 milhões.

Esta será a segunda travessia subaquática da companhia no canal do Porto. A primeira já está em operação, ligando os bairros Ponta da Praia, em Santos, e Vila Lígya, em Guarujá, com a mesma capacidade de 500 litros por segundo.