Viúvo de uma mulher que já foi dona de prostíbulos em Santos, Carlos Vinícius Silva Rocha, conhecido como Nunes, foi condenado a 5 anos e 10 meses de prisão por tráfico de drogas. A Justiça não permitiu ao ao homem recorrer em liberdade.
A sentença é do dia 20 de março e o Diário teve acesso a ela nesta semana.
Nunes foi preso juntamente com a companheira à época, Genilda Lucas da Silva, em 16 de outubro do ano passado, no Gonzaga. Na residência do casal, na Rua Sergipe, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Santos apreenderam 5,6 quilos de maconha, 22 comprimidos de ecstasy e 32 gramas de cocaína.
Na sequência, naquela data, os investigadores, sob o comando do delegado Luiz Ricardo de Lara Dias Júnior e do investigador Paulo Carvalhal, se deslocaram até a casa de prostituição, na Rua Almirante Barroso, no Campo Grande, e flagraram o funcionamento do local, o que resultou na atuação de Genilda também por exploração da prostituição.
A mulher foi solta em audiência de custódia e acabou assassinada em 23 de dezembro, na casa de prostituição que mantinha em um imóvel de alto padrão na Rua Adolfo Lutz, na Ponta da Praia. O caseiro do local responde pelo crime e disse à polícia que matou a patroa durante uma discussão, após ela acusá-lo de cometer furtos no local.
A sentença
Nunes negou o tráfico de drogas, disse à Justiça ser viciado em cocaína e que desconhecia que havia aquela grande quantidade de entorpecentes na sua moradia. Ele ainda disse que somente Genilda tinha envolvimento com o tráfico. Nunes foi abordado quando entrava em seu carro, próximo à casa, após a DIG receber denúncia.
Em sua sentença, o juiz Leonardo de Mello Gonçalves, da 5ª Vara Criminal, escreveu que |a versão apresentada pelo réu é totalmente fantasiosa e divergente do conteúdo probatório angariado ao feito e da verdade dos fatos”.
O magistrado salientou que uma testemunha declarou que Nunes, no momento da abordagem policial, chegou a dizer “acabou pra mim, já era”.
