Carteiro descobre que viveu 40 anos com cone esquecido dentro do pulmão; entenda o caso

Fumante de longa data, Paul procurou ajuda médica após passar um ano sofrendo de mal-estar e crises de tosse

Paul Baxter havia inalado o brinquedo no sétimo aniversário e passou 40 anos com ele preso no pulmão

Paul Baxter havia inalado o brinquedo no sétimo aniversário e passou 40 anos com ele preso no pulmão | Reprodução/BMJ

Um carteiro de Preston, no Reino Unido, acreditava ter um tumor por causa do vício em cigarro. Porém, ao fazer um exame médico, Paul Baxter, de 47 anos, se deparou com um objeto inusitado em seu pulmão.

Os médicos removeram um cone de trânsito do Playmobil que estava no corpo do homem desde os sete anos. Você não leu errado: Paul passou 40 anos com o objeto no pulmão.

O caso foi documentado pela revista científica British Medical Journal (BMJ), do Reino Unido, em setembro deste ano.

40 anos com o pequeno intruso

Fumante de longa data, Paul procurou ajuda médica após passar um ano sofrendo de mal-estar e crises de tosse. A preocupação aumentou quando um raio-X identificou uma massa estranha em seu pulmão, que levou os médicos a suspeitar de um tumor. 

No entanto, uma broncoscopia (exame que permite a visualização e análise das vias respiratórias) mostrou que a massa não passava de um cone de trânsito de um centímetro. 

“O médico disse que viu algo laranja. Eu não conseguia imaginar o que poderia ser”, disse Paul ao BMJ. “Quando o retiraram, todos começaram a rir. Foi hilário.”

Ele havia ganhado o brinquedo no seu sétimo aniversário e acredita que o tenha inalado acidentalmente.

Como ficou por tanto tempo

Embora seja comum ver uma criança engolir um objeto pequeno, é extremamente raro que ele permaneça no corpo por tanto tempo.

Segundo os médicos, as vias aéreas de Paul se adaptaram à presença do cone minúsculo, pois o incidente aconteceu quando ele ainda era muito jovem. 

“Na infância, o objeto pode ter sido absorvido pelo revestimento dos pulmões, que se desenvolveu ao seu redor”, afirmou a reportagem do BMJ.

Apesar de ter ficado por anos no corpo de Paul, o objeto não foi identificado em problemas de saúde ou exames anteriores, como a pneumonia aos 18 anos ou a ressonância magnética em 2004.

Final feliz com risadas

Quatro meses depois da remoção do brinquedo, Paul não sofria mais de tosses e o desconforto nas vias aéreas diminuiu.

Mas o carteiro ainda guarda o cone de lembrança em um pote de vidro dado pelos médicos. “Não está na lareira, está no armário. Acho que vou guardá-lo para sempre e deixá-lo para meus netos”, contou ele.

Por Vitoria Estrela.