Um levantamento da empresa americana de serviços financeiros Remitly colocou São Paulo entre as cidades mais estressantes do mundo. A capital paulista aparece na 8ª posição do ranking global, que avaliou 170 grandes centros urbanos com base em indicadores como trânsito, custo de vida, saúde, criminalidade e poluição do ar.
No topo da lista está Nova York, seguida por Dublin, na Irlanda, e Cidade do México. Segundo o estudo, quanto mais próxima de 10 a pontuação, maior o nível de estresse urbano. São Paulo registrou 7,14, índice considerado elevado.
Como o ranking foi feito
A pesquisa utilizou dados de fontes internacionais como TomTom, Numbeo, IQAir, Universidade Cornell e bases globais de saúde e economia. Foram analisados cinco fatores principais:
- Tempo médio para percorrer 10 km
- Custo de vida (sem moradia)
- Qualidade e acesso à saúde
- Índice de criminalidade
- Poluição média anual do ar
Cada item recebeu uma pontuação que resultou no índice final de estresse.
Por que São Paulo aparece entre as mais estressantes
De acordo com a Remitly, nas cidades da América Latina, o fator que mais pesa é a segurança pública, enquanto em regiões como Europa e América do Norte o alto custo de vida é o principal vilão.
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Em São Paulo, a combinação entre deslocamentos longos, percepção de insegurança e poluição contribui diretamente para o resultado.
As cidades menos estressantes do mundo
Na outra ponta do ranking, a cidade menos estressante é Eindhoven, nos Países Baixos, com índice de 2,34. Em seguida aparecem Utrecht, também na Holanda, e Canberra, na Austrália.
Essas cidades se destacam por trajetos curtos, boa qualidade do ar, serviços públicos eficientes e sistemas de saúde sólidos.
Segundo a empresa, os dados mostram que um ritmo de vida mais tranquilo está diretamente ligado à infraestrutura urbana, equilíbrio econômico e bem-estar coletivo, fatores que ainda desafiam grandes metrópoles como São Paulo.
