Com pouco mais de 3,6 mil habitantes e localizada a 471 km de São Paulo, Bom Sucesso de Itararé, na divisa com o Paraná, enfrenta uma rotina marcada pelo isolamento e pela falta de serviços essenciais.
Desde o fim de setembro, quando a única lotérica encerrou as atividades, e após a saída da agência bancária em outubro por “falta de demanda”, a cidade ficou completamente sem atendimento financeiro presencial.
Hoje, qualquer morador que precise sacar dinheiro, pagar contas no balcão ou realizar depósitos precisa viajar cerca de 61 km até Itapeva ou Itararé. A situação é agravada pela inexistência de linhas de transporte municipal ou intermunicipal, obrigando a população a recorrer a veículos próprios ou caronas. Além disso, a cidade conta com apenas uma estrada de ligação para municípios vizinhos, o que reforça o sentimento de isolamento.
Comércio em queda e rotina alterada
A ausência de serviços bancários afetou diretamente o comércio local. Muitos moradores passaram a resolver pendências financeiras nas cidades vizinhas e, por consequência, fazem compras por lá mesmo. A diminuição do fluxo de pessoas no centro e em pequenos estabelecimentos tornou-se perceptível.
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Com grande parte da população formada por idosos e trabalhadores que ainda dependem de dinheiro em espécie, a falta de um ponto de atendimento físico dificulta operações simples do dia a dia. Pagamentos presenciais, depósitos empresariais e movimentações de maior valor dependem de deslocamentos longos.
Saídas temporárias e limitações
A possibilidade de implantação de um banco postal é discutida como alternativa provisória, mas a solução é considerada limitada. Serviços como saques de valores maiores e operações específicas não seriam contemplados, o que manteria parte dos problemas atuais.
