Você sabia que existe um lugar habitado sem interrupções há quase onze mil anos? Jericó, situada no território palestino, mantém sua ocupação contínua apoiada nas águas do entorno. Mesmo estando 258 metros abaixo do nível do oceano, a cidade prospera.
O surgimento de Jericó está ligado diretamente à formação geológica de seu território rebaixado. A cidade estabeleceu-se em uma depressão profunda que define a paisagem do Vale do Jordão. Certamente, esse relevo influenciou o modo como os humanos ocuparam a região.
As placas tectônicas foram responsáveis pelo rebaixamento do solo ao longo de muito tempo.
Embora o calor seja intenso, a presença do rio Jordão viabilizou a permanência humana. Esse recurso natural permitiu o desenvolvimento agrícola necessário para alimentar as primeiras vilas.
Heranças que atravessam gerações
Jericó acumulou um patrimônio histórico vasto que sobreviveu à passagem de diversas eras. A cidade é um verdadeiro museu a céu aberto com registros de nove milênios antes de Cristo. Tais evidências confirmam sua posição como o assentamento mais antigo do mundo.
As famosas muralhas históricas representam um dos pontos de maior interesse para os visitantes.
Esses muros possuem grande valor espiritual e histórico para os seguidores do cristianismo. Assim, a cidade une arqueologia e fé em um único espaço geográfico.
Vivendo no calor da Cisjordânia
Atualmente, cerca de 20 mil pessoas chamam essa cidade de altitude negativa de lar. A vida cotidiana em Jericó é ditada pelas altas temperaturas do Vale do Jordão.
Nesse sentido, os habitantes adaptaram seus hábitos para conviver com o clima severo. O solo fértil, irrigado pelas águas do rio, produz uma grande variedade de alimentos. Frutas e legumes são cultivados intensamente para sustentar a economia e os moradores.
Simultaneamente, o turismo religioso atrai pessoas interessadas na longa sequência histórica preservada.
