Joia verde, shopping une mil árvores, design e vira exemplo de arquitetura sustentável

Complexo une natureza e engenharia em um dos maiores jardins suspensos da Ásia

O complexo foi projetado para parecer uma montanha artificial

O complexo foi projetado para parecer uma montanha artificial | Reprodução/YouTube

O Tian’an Qianshu Shopping Mall, apelidado de “Sky Garden” da China, é uma das obras mais ousadas da arquitetura contemporânea. Idealizado por Thomas Heatherwick, o edifício rompe padrões ao fundir estrutura e vegetação em um único organismo vivo.

Erguido no distrito de Putuo, em Xangai, o complexo de 300 mil m² foi desenhado para parecer uma montanha artificial, coberta por árvores e plantas que crescem em centenas de colunas estruturais.

Cada coluna funciona como um enorme vaso com sistemas próprios de irrigação e drenagem. O resultado é uma construção que interage com o ambiente: filtrando o ar, reduzindo o calor e criando um ecossistema urbano que se autorregula.

A proposta surgiu do desejo de criar um espaço que se comportasse como uma paisagem viva, onde o visitante se sentisse parte de uma floresta vertical em vez de apenas frequentar um centro de compras.

Veja também que o maior shopping do Brasil tem quase 600 lojas e conta com parque de diversões.

A engenharia por trás da floresta urbana

O terreno de quase 59 mil m² abriga uma área construída de 300 mil m², reunindo mais de 90 lojas, 63 restaurantes e amplos espaços de convivência distribuídos entre subsolos, andares comerciais e terraços abertos.

A estrutura verde conta com mais de mil árvores e 250 mil plantas de 46 espécies diferentes, posicionadas de forma estratégica para criar sombra, reduzir ruído e favorecer a biodiversidade.

A fachada do edifício funciona como um organismo ativo: as plantas equilibram a umidade do ar, absorvem carbono e ajudam no controle térmico.

O Sky Garden opera como um microclima autossuficiente, com ventilação natural e manutenção automatizada, provando que estética e engenharia ambiental podem coexistir em harmonia.

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Do distrito industrial ao ícone urbano

O projeto nasceu a partir de uma iniciativa de revitalização da região do Suzhou Creek, antiga zona industrial de Xangai que abrigava fábricas desativadas.

A transformação do espaço buscou criar um novo centro de cultura, lazer e comércio, convertendo uma área esquecida em um símbolo de regeneração urbana.

A experiência de visitar o complexo vai além das vitrines. São 400 degraus que conduzem o público por jardins suspensos, mirantes e passarelas repletas de vegetação, revelando uma vista panorâmica da cidade.

O Sky Garden tornou-se um marco turístico e um exemplo de como Xangai conseguiu unir modernidade, natureza e identidade local em um mesmo projeto.

Veja também que um famoso hotel de alto padrão será inaugurado em shopping do litoral e terá 170 quartos.

Expansão e o futuro do Sky Garden

A segunda fase do empreendimento já está em construção e prevê uma torre de 19 andares, com hotel, escritórios e áreas residenciais.

A ampliação deve consolidar o complexo como um dos maiores espaços verdes da Ásia, combinando alta densidade urbana com sustentabilidade aplicada.

Thomas Heatherwick, também autor de projetos emblemáticos em Londres e Cingapura, defende que o Sky Garden representa um novo paradigma para as cidades contemporâneas.

Segundo o arquiteto, o futuro urbano deve ir além de abrigar pessoas: precisa cultivar vida.

Mais do que um shopping, o Sky Garden é um manifesto da arquitetura bioclimática, uma demonstração de que é possível crescer sem abrir mão do verde, da beleza e da qualidade de vida nas grandes metrópoles.