Mistério revelado: cientistas descobrem como a Cannabis ‘aprendeu’ a curar

Estudo foi realizado pela Universidade de Wageningen, na Holanda, e explica como a planta produz seus compostos químicos (cabinoides)

Estudo da Universidade de Wageningen revelou como a Cannabis desenvolveu, ao longo da evolução, a capacidade de produzir canabinoides

Estudo da Universidade de Wageningen revelou como a Cannabis desenvolveu, ao longo da evolução, a capacidade de produzir canabinoides | Foto: Reprodução/Freepik

Segundo dados da Agência Brasil e do Senado Federal, o Brasil registrou um aumento de 56%, em 2024, quanto a utilzação da Cannabis para fins medicinais. Considerando as funções terapéuticas da planta, cientistas da Universidade de Wageningen realizaram uma descoberta recente e inédita.

Em 26 de dezembro de 2025, uma pesquisa da instituição foi publicada, mostrando como a Cannabis adquiriu sua capacidade de fabricar seus compostos químicos, também conhecidos como “cabinoides”. Este estudo pode resultar em aprimoramentos médicos, até mesmo em relação à proteção biotecnológica dessas moléculas. 

Novidades científicas

De acordo com a pesquisa, os compostos químicos da Cannabis são resaultados de duplicações genéticas que ocorreram ao longo da evolução da planta. Essas transformações resultaram em enzimas que levaram ao surgimento das enzimas THC (Tetrahidrocanabinol), CBD (Canabidiol) ou CBC.

Mas, afinal, como os cientistas chegaram nesse resultado? Para isto, foi utilizado uma reconstrução de técnica ancestral. Com o DNA da planta, as funcionalidades das enzimas do passado foram descobertas. A partir disso, eles sintetizaram e testaram as versões antigas.

A pesquisa mostrou a possibilidade de que as reações químicas das enzimas THC e outras teve origem em um composto relativamente recente e, ao passar do tempo, foi refinado. 

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Aprimoramento medicinal

Entre os avanços científicos, biológicos e medicinais da pesquisa, o estudo mostra funcionalidades terapéuticas inovadoras e até mesmo uma possibilidade de maior compreensão sobre o desenvolvimento das plantas. As enzimas antigas, mais robustas e flexíveis, podem, por exemplo, ser extremamente úteis na pesquisa farmacêutica. 

Além disso, os intermediários reconstruídos pelos cientistas apresentou especificidade em relação à produção de CBC, associado com propriedades antiflamatórias e analgésicas. 

Fonte: Globo