O que o ‘banho-maria’ tem a ver com uma misteriosa mulher da Antiguidade?

De Alexandria para a sua sobremesa: a história por trás da técnica

A técnica do 'banho-maria' é muito utilizada na culinária de todo o mundo

A técnica do 'banho-maria' é muito utilizada na culinária de todo o mundo | Imagem gerada por IA

Apesar de parecer apenas uma técnica culinária, o banho-maria nasceu muito antes de chegar às cozinhas. A expressão vem do latim balneum Mariae — literalmente “banho de Maria” — em referência à Maria, a Judia, considerada a primeira mulher alquimista da história, que viveu entre os séculos I e III em Alexandria, no Egito.

Do laboratório à cozinha

Nos estudos alquímicos, Maria desenvolveu um método para aquecer substâncias delicadas de forma lenta e uniforme, colocando um recipiente dentro de outro cheio de água aquecida. A técnica evitava choques térmicos e mantinha o controle da temperatura.

Com o tempo, o “banho de Maria” deixou de ser exclusividade de alquimistas e passou a ser usado por farmacêuticos e, mais tarde, por cozinheiros do mundo todo.

Uma tradição que resiste

Hoje, o banho-maria é indispensável na confeitaria e em receitas que exigem cuidado com a temperatura, como pudins, mousses e chocolates. Uma invenção com quase dois mil anos de história, que mostra como a ciência e a cozinha caminham juntas desde os tempos antigos.