A inteligência dos cães sempre despertou curiosidade, e agora uma nova pesquisa realizada na Finlândia trouxe respostas claras sobre quais raças se destacam, e quais ficam para trás.
Embora muita gente escolha o pet pela personalidade ou aparência, o estudo mostra que a cognição varia bastante de um animal para outro.
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Pastor Belga Malinois conquista o topo da lista
No levantamento, mil cães de 13 raças foram avaliados em diferentes testes que mediam comunicação, resolução de problemas e interpretação de gestos humanos.
Entre as provas aplicadas estavam reconhecer gestos enganosos, resolver desafios espaciais e reagir a tarefas impossíveis.
O Pastor Belga Malinois foi o grande vencedor, acumulando 35 dos 39 pontos possíveis e se tornando a raça mais inteligente da pesquisa.
Segundo Saara Junttila, doutoranda em cognição canina pela Universidade de Helsinque, cada raça mostrou um padrão próprio:
“A maioria das raças tinha seus pontos fortes e fracos. Por exemplo, o labrador retriever era excelente em interpretar gestos humanos, mas não tão bom em resolver problemas espaciais. Já o pastor de Shetland teve ótimo equilíbrio em quase todos os testes”, explicou.
As raças mais inteligentes do estudo
A classificação final ficou assim:
1 – Pastor Belga Malinois
2 – Kelpie australiano
3 – Labrador retriever
4 – Border collie
5 – Golden retriever
6 – Hovawart
7 – Cão d’água espanhol
8 – Pastor de Shetland
9 – Cocker Spaniel Inglês
10 – Pastor Australiano
Quem aparece entre os “menos inteligentes”?
Para entender o outro extremo, o clássico estudo do pesquisador Stanley Coren, que avaliou 130 raças, continua sendo referência. No ranking dele, o Galgo Afegão ocupa a última posição.
Cães dessa raça precisam que um comando seja repetido 80 vezes ou mais para aprender, e obedecem na primeira tentativa menos de 25% das vezes.
Outras raças que costumam aparecer entre as menos responsivas incluem:
- Basenji
- Bulldog
- Chow Chow
- Pequinês
- Bloodhound
- Beagle
- Basset Hound
Nem sempre é falta de inteligência: às vezes é independência
Especialistas reforçam que pouca obediência não significa pouca inteligência. Raças de caça, por exemplo, têm olfato extremamente aguçado e tendem a seguir seus próprios instintos. Por isso se distraem mais facilmente e ignoram comandos, mesmo entendendo o que se pede.
Muitos dos chamados “cães burros” são, na verdade, animais independentes, guiados pelo faro e menos interessados em agradar humanos, e não menos capazes.
