Com um investimento de R$ 30 milhões, a nova ciclovia de 25 quilômetros na região de Campinas será uma das maiores do estado. O projeto integra a concessão da Rota Mogiana, vencida pelo Consórcio Rota Mogiana (liderado pela Azevedo e Travassos) com uma outorga de R$ 1,08 bilhão.
No total, o contrato prevê investimentos de R$ 9,4 bilhões ao longo de 30 anos para a modernização de 520 quilômetros de rodovias, incluindo a implementação do sistema de pedágio free flow, que deve reduzir as tarifas em até 29%.
Pedalar ou caminhar pelo trajeto será uma viagem histórica pela história do interior de SP – Imagem ilustrativa gerada por IA/GeminiRaízes
Caminhar ou pedalar por esse trajeto é realizar um mergulho profundo na história que moldou o interior paulista. Ao transformar o antigo caminho dos trilhos em um corredor de mobilidade, a obra impede que o tempo apague o legado ferroviário, permitindo que o morador local reconheça seu território não apenas como uma zona urbana, mas como um museu a céu aberto.
Cada quilômetro percorrido reconecta as novas gerações ao esforço de seus antepassados, transformando o transporte industrial do passado em um símbolo atual de orgulho e pertencimento regional.
Memória
A preservação da identidade regional através desta infraestrutura cria um vínculo emocional raro no cotidiano das grandes cidades.
Em vez de muros e asfalto impessoal, a rota oferece o contato com as estações e a arquitetura remanescente, fazendo com que o trajeto entre Campinas e Jaguariúna deixe de ser apenas um deslocamento logístico para se tornar uma experiência cultural.
Para quem vive na região, a ciclovia funciona como um fio condutor que une o passado glorioso da ferrovia ao futuro sustentável, reforçando a sensação de que a história local continua viva sob as rodas da bicicleta.
E é importante lembrar que Campinas foi eleita como uma das cidades mais organizadas do Brasil.
