Samba para Lula gera polêmica; relembre outros políticos que já foram tema na Avenida

A chegada do feriado mais amado do Brasil representa orgulho e identidade nacional, há décadas trazendo figuras importantes como os presidentes da República

O Carnaval é, sem dúvidas, um dos feriados brasileiros mais famosos. Com reconhecimento que chega a nível internacional, é um símbolo de alegria, energias boas e liberdade de expressão.

A festividade vai além de apenas um evento. É parte da identidade nacional, algo que compõe o Brasil que conhecemos. 

No entanto, o presidente Lula recentemente foi acusado de ter participado em uma propaganda eleitoral prévia com a utilização do samba-enredo escolhido pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, apresentando o tema “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. 

O que era para ser uma homenagem cultural acabou virando composição de pré-campanha. Porém, o atual presidente não foi o único que foi homenageado durante o festival. 

Abaixo, confira alguns dos diversos políticos brasileiros que foram homenageados:

Juscelino Kubitschek – 1981, 2000 e 2002

No início do governo do então presidente conhecido como “JK”, em 1956, a famosa Mangueira apresentou o enredo “Exaltação a Getúlio Vargas: emancipação nacional do Brasil”. Naquele momento, o ex-político realizava a continuação de um projeto do governo Vargas.

Em 1981, a Mangueira reaparece com o enredo “De Nonô a JK”. Quase 20 anos depois, em 2000, as escolas de samba realizaram um desfile temático para homenagear os 500 anos da chegada dos portugueses ao Brasil. Com isso, outra instituição carioca, Portela, elaborou o tema “Trabalhadores do Brasil: A época de Getúlio Vargas”.

Dois anos depois, em 2002, a Leão de Nova Iguaçu, também com origem no Rio de Janeiro, trouxe a trama “Do esplendor diamantino aos sonhos dourados de Juscelino”.

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Michel Temer – 2018

O ex-presidente que teve seu mandato até 2018 também foi mencionado no famoso Sambódromo. Também conhecido como “vampirão do Tuiuti” na avenida, o enredo foi “Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?”.

Além disso, o então político foi representado com uma maquiagem típica de um ‘filme de vampiro’, com a face totalmente branca, contorno preto nos olhos, sangue saíndo da boca e a faixa presidencial.

Jair Bolsonaro – 2020

Durante seu mandato, a simbolização de Bolsonaro também chamou atenção na avenida. No entanto, ele foi utilizado como alvo de críticas.

A Acadêmicos de Vigário Geral foi responsável por levar um tripé de palhaço gigante, utilizando a faixa presidencial e fazendo gestos simulando a posse de armas.

Com o tema “O conto do vigário”, a apresentação contou sobre as constantes mentiras de políticos na história do Brasil.

*O texto contém informações dos portais G1, Itatiaia e Veja