Muitos tutores não sabem, mas, ao longo de seu desenvolvimento animal, os cães utilizam sinais sutis, mas de extrema importância à expressão de suas necessidades. Sejam por olhares, expressões faciais, movimentos de cauda ou pela mudança em posturas corporais, essa espécie apresenta, sem dúvidas, maneiras única de se comunicar.
Essa comunicação é muito realizada, principalmente, por intermédio de suas patas. Pode parecer a mesma coisa, para nós. Contudo, há grandes diferenças em situações quando um cão treinado ‘dá sua pata’ sob comando de tutores e quando ele age desta maneira espontaneamente.
A pata é, praticamente, a linguagem própria de um cachorro. O gesto realizado sem uma ordem prévia, portanto, pode indicar que o animal em questão deseja pedir algo, expressar seus sentimentos ou até mesmo tenha a simples vontade de interagir.
O toque varia dependendo do bichinho. Alguns descansam sua pata no braço do tutor, outros gentilmente tocam ou arranham as pernas humanas. Tudo isso consiste em diferentes métodos de chamar a atenção do tutor, indicando que precisam de algo naquele momento.
Portanto, não existe um jeito certo em relação ao ‘toque’, mas sim a intenção por trás das carícias. Eles utilizam dos gestos comuns para comunicar o que não conseguem dizer com palavras.
O Diário, inclusive, fez uma matéria explicando como os cães adquirem traços de personalidade por meio de seus tutores. Para acessá-la, basta clicar aqui.
Por que os cães fazem isso?
A origem deste tipo de comportamento consiste em um instinto de sobrevivência. Pouco depois de seus nascimentos, os filhotes caninos pressionam os ventres de suas mães para estimular a descida do leite. Esse ato, mesmo inconsciente, transforma-se em um aprendizado sobre a vida. Isto é, eles entendem que, para pedir algo, basta utilizar do toque de suas patinhas.
Deste modo, os cães começam a utilizar do recurso para satisfazer suas vontades, seja pedir comida ou pedir por carinho. Esses sinais fazem parte de sua natureza, e limitá-los pode ser prejudicial ao animal, visto que também pode expressar emoções complexas, incluindo ansiedade, insegurança e até ternura.
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Uma forma natural de comunicação
Segundo especialistas em comportamento animal, o gesto também não faz parte de um tique aleatório. Considerando que eles não possuem mãos, as espécies caninas utilizam de todo seu corpo para se expressar: olhos, orelhas, postura, cauda e patas.
Em situações cotidianas, o gesto pode vir acompanhado de outras pistas, incluindo:
- Olhar fixo;
- Cauda abanando;
- Mudança de postura;
- Aproximação do corpo.
