Na arte e na comunicação, o direito à dignidade

Os projetos desenvolvidos envolvem arte e cultura, direitos humanos, educomunicação e educação ambiental

Os projetos desenvolvidos pelo Centro Camará de Apoio à Infância e Adolescência envolvem arte e cultura, direitos humanos, educomunicação e educação ambiental. As ações reforçam o enfrentamento à violência e exploração sexual de crianças e adolescentes e a garantia de seus direitos, por meio do teatro, da dança, da música, do audiovisual e do jornalismo comunitário.

A entidade atende atualmente 150 crianças e adolescentes de seis a 18 anos das comunidades dos bairros Vila Margarida e Jardim Irmã Dolores em seus projetos. As famílias também são assistidas. A maior parte da demanda chega por meio do Conselho Tutelar e dos Centros de Referência em Assistência Social da Cidade.


No ano passado, o Camará iniciou na UME Rui Barbosa, em Cubatão, o projeto Rádio-Escola. A iniciativa integra o programa Mais Cultura nas Escolas promovido pelo Ministério da Cultura em parceria com a Prefeitura de Cubatão.

A advogada e jornalista Maria Fernanda Bombonatti Portallani, especialista em Educomunicação, é a responsável pelos projetos que envolvem o tema Comunicação no Camará. Apaixonada pelas causas sociais, ela atua na entidade há um bom tempo.

“Geralmente, a gente trabalha com projetos, pois projetar é lançar para frente, é planejar. Cada projeto tem um trabalho estimado no tempo e um recorte de público. Vou dar um exemplo. O Comunidade em Cena, que aconteceu entre 2008 e 2010 tinha como público principal 30 adolescentes que receberiam formação para atuar em suas comunidades, como eixo transversal aconteceu a educomunicação, por meio de elaboração de programas de webtv”, explicou a educadora.

Maria Fernanda conta que no ínicio as pautas nascem do desejo dos participantes. “Elas surgem durante o processo pedagógico. São temáticas do dia a dia trabalhadas com os educadores. Nada é imposto. Tudo é pensado e refletido na medida em que surge. Se surge a pauta sobre violência na escola, batemos um papo sobre isso. Refletimos sobre o assunto e, a partir dele, podem surgir outros temas”, explicou.

A jornalista acredita que possibilitar o acesso a comunicação é garantir direitos, principalmente aos que estão em situação de vulnerabilidade social.

“A proposta constitui em assegurar o exercício do direito humano à comunicação, de trabalhar a necessidade de ressignificação das relações humanas, a possibilidade de escuta e o desenvolvimento do olhar para o lugar em que se vive”, destacou Maria Fernanda.