Não dá para ficar parado

A Reportagem esteve na associação em uma ensolarada tarde e viu o trabalho feito lá por voluntários e oficineiros.

Como é a vida de portadores de autismo leve, síndrome down leve e paralisia cerebral leve na fase adulta, quando já concluíram os estudos na escola? Ficam o dia inteiro em casa o dia inteiro a reboque de seus familiares? Essa é a realidade de muitos que estão nessa condição, à exceção de quem é atendido na Associação Beneficente de Assistência Social ao Excepcional (Abase). A instituição faz esse pessoal andar com suas próprias pernas.

A Abase começou com a reunião, há 19 anos, de um grupo de mães com filhos com essas características. A ideia se mantém até hoje: atender pessoas com essas dificuldades, na faixa dos 20 a 60 anos, no Centro de Convivência Maria Helena.

A coordenadora da unidade, Juliana Chahda, conta que alguns dos atendidos na Abase até perderam os pais e hoje vivem com as chamadas “famílias estendidas”. E se não fosse o trabalho desenvolvido na Abase teriam uma vida social bem limitada.

Na Abase, é feito um trabalho de socialização. Muitos entram com baixa estima por se sentirem um “peso” para a família. “Aqui eles produzem e mostram do que são capazes”.

Muito a fazer

E o que não falta é coisa para fazer ou reciclar aprendizagem na instituição. A Abase oferece oficinas de coral, música (piano), musicalização, partitura (com cores ou com notas musicais, para quem sabe leitura), fisioterapia, capoeira, educação física, resgate das aptidões escolares, psicomotricidade, artesanato (profissionalização na área), cultura e lazer (que estão entre as mais procuradas), turismo e de informática.

Nas concorridas aulas de informática – os computadores foram doados pelo Fundo Social de Solidariedade do Município -, há quem, como o simpático baiano Cristiano Reis, use o Facebook. No caso dele, a rede social serve para matar a saudade dos familiares, que vivem naquele estado nordestino.