O avanço do outono no Hemisfério Sul reduz a oferta de frutas no Brasil, apesar de que nesta época os citros começam a se tornar cada vez mais abundantes no Sudeste do País, devido ao início da colheita em São Paulo e Minas Gerais de algumas variedades de laranja, como as peras valência e bebedouro, além da aromática, saborosa e rara laranja champanhe.
É nesse período que se inicia, especialmente, a colheita da tangerina ponkam, tanto em SP como no Triângulo Mineiro e no sul de Minas. A abundância da fruta até o final de agosto derruba o preço na Ceagesp e, consequentemente, nas feiras e mercados, tornando-a muito atraente para o consumidor. As tangerinas são uma rica fonte de vitaminas A, C, B1 e B2. Além disso, a ponkam aumenta a imunidade e combate o diabete.
A partir de maio, o fornecimento de caqui vai gradativamente declinando nos pomares paulistas, embora ainda seja possível encontrá-lo por preços convidativos. O caqui é fonte das vitaminas A, do complexo B, C, K, cálcio, fósforo, magnésio, potássio, fibras, carboidratos e proteínas. É pobre em calorias e pode auxiliar quem deseja perder peso.
Neste mês, o Sul abastece o País com seu kiwi, o que também garante bons preços ao consumidor. O kiwi surgiu na China e de lá se espalhou pelo mundo. É rico nas vitaminas A, C e dos complexos B e E, tem antioxidantes que combatem doenças degenerativas e o envelhecimento das células.
Outra fruta popular que está em plena safra é o mamão formosa, fruta típica das regiões tropicais e subtropicais, como México e Cuba, e que vai muito bem no Espírito Santo e no sul da Bahia. Mamões possuem antioxidantes, vitamina C e flavonoides; vitaminas do complexo B e ácido fólico.
Diante da “dormência” de certos pomares nesta época do ano, a importação cresce, abastecendo o mercado interno com outras variedades, que também estão em período de abundância no exterior. Esse é o caso da pera estrangeira williams, do pêssego americano e da uva estrangeira red globe.
Não é agrotóxico!!!…
A bancada ruralista no Congresso Nacional e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, lutam para extinguir o termo “agrotóxico”. A direita agrária (e arcaica) alega que há muito “preconceito” contra os “produtos fitossanitários” usados em larga escala pelo agronegócio exportador.
…é veneno mesmo!!!…
Ibama e Anvisa declaram que a ideia é inconstitucional e prejudicaria a fiscalização, ameaçando a vida de agricultores e consumidores.
…a cara de pau…
A proposta acrescenta absurdos ao Projeto de Lei 6.299/2002, de autoria de Blairo Maggi, e retira do Ministério da Saúde e do Ibama o poder de decisão sobre os venenos usados no campo, transferindo essa responsabilidade, exclusivamente, ao Ministério da Agricultura.
…da elite agrária (e arcaica)!!!
Em tempo: o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, contaminando, indiretamente, a água, a terra, o ar e os alimentos. Alzheimer, Parkinson e câncer estão entre as doenças supostamente causadas pelo contato com os venenos usados nas lavouras.
Jazz, café, cerveja…
A Caravan Beer acaba de lançar cervejas e chope com toques de café da variedade topázio submetido a torra clara. A inspiração veio do improviso característico das bandas de jazz. As bebidas são envelhecidas em barris de carvalho norte-americano, também usados para maturar o whisky Bourbon.
…chope e Sinatra
A Mafiosa também apostou no carvalho para envelhecer sua American Strong Ale com 9% de teor alcoólico, que traz sabores presentes em bourbons e whiskeys, como o caramelo e a baunilha. Lançada no final de abril a cerveja recebeu o nome de Crooner, em homenagem a Frank Sinatra, e só está disponível em Valinhos, Campinas, Jundiaí e SP (chopp).
Filosofia do campo:
“Criança na mamadeira já tá fazendo careta /Até o leite das crianças virou droga na chupeta/A coisa tá feia, a coisa tá preta… Quem não for filho de Deus, tá na unha do capeta”, José Dias Nunes, o Tião Carreiro (1934/1993), violeiro mineiro, in ‘Pagode em Brasília’.
