Isenções fiscais no Litoral de SP somam R$ 661 milhões e alcançam 446 empresas

Levantamento com dados da Receita Federal aponta renúncia fiscal entre janeiro e agosto de 2025 como estratégia para estimular investimentos e empregos

Ao todo, 446 empresas com atuação na Baixada Santista foram beneficiadas pelos incentivos no período analisado

Ao todo, 446 empresas com atuação na Baixada Santista foram beneficiadas pelos incentivos no período analisado | Divulgação/PMG

Os municípios da Baixada Santista registraram, juntos, R$ 661.083.634,76 em isenções fiscais entre janeiro e agosto de 2025.

O dado consta em um levantamento elaborado a partir de informações oficiais da Receita Federal do Brasil, disponibilizadas no Portal de Dados Abertos do Governo Federal.

O valor corresponde à renúncia fiscal — recursos que deixaram de ser arrecadados pelos cofres públicos em razão de benefícios tributários concedidos a empresas, com foco em estimular investimentos, fortalecer a atividade econômica e preservar empregos na região.

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Mais de 400 empresas beneficiadas

Ao todo, 446 empresas com atuação na Baixada Santista foram beneficiadas pelos incentivos no período analisado. A distribuição por município mostra concentração nas cidades com maior atividade econômica e logística:

  • Santos: 213 empresas
  • Guarujá: 71
  • Praia Grande: 52
  • São Vicente: 47
  • Cubatão: 21
  • Mongaguá: 14
  • Itanhaém: 12
  • Peruíbe: 9
  • Bertioga: 7

Especialistas explicam que a renúncia fiscal não ocorre de forma linear ao longo do ano. Os incentivos dependem da adesão a programas específicos, do cumprimento de contrapartidas e da ocorrência do fato gerador do tributo, o que faz com que algumas empresas registrem benefícios apenas em determinados meses.

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Instrumento de política econômica

Para Mafrys Gomes, sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria, a renúncia fiscal deve ser analisada como uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico.

“A renúncia fiscal não representa simplesmente uma perda de arrecadação. Ela é um mecanismo utilizado para estimular setores produtivos, atrair investimentos e preservar empregos. No caso da Baixada Santista, esse volume de recursos indica uma política voltada ao fortalecimento da economia regional”, avalia.

Segundo o especialista, o cenário regional acompanha uma tendência nacional. “Em nível Brasil, o volume de renúncias fiscais previstas para 2025 é expressivo, o que mostra que esse instrumento faz parte da estratégia econômica do país. Os dados da Baixada Santista seguem essa mesma lógica, respeitando as legislações locais e os critérios para concessão dos benefícios”, completa.

O levantamento reforça o peso da Baixada Santista na economia paulista e evidencia como incentivos fiscais seguem sendo utilizados como alavanca para competitividade, geração de empregos e atração de investimentos na região.