Colaborou: Pedro Henrique Fonseca
A Portuguesa Santista não incluirá o Santos na construção de seu novo estádio. Após analisar propostas da Arena Santista, que prevê a revitalização do Ulrico Mursa e perda de parte do terreno, e do Grupo Mendes, que deseja ajudar na reestruturação do estádio em troca de uma construção de um shopping, a Briosa optou pela proposta do famoso empresário da região.
Em reunião extraordinária realizada na noite desta terça-feira, os conselheiros do time lusitano tiveram que escolher entre os dois projetos anteriormente apresentados. De forma unânime, eles optaram pela parceria com o Grupo Mendes. Foram 41 votos a favor da proposta da equipe de Armênio Mendes, enquanto o clube coirmão não recebeu votos dos presentes.
A proposta não renderá custos para a Portuguesa Santista e acaba com o sonho do Peixe em construir um novo estádio no local. Na oferta anterior, o Peixe, em troca da construção, ficaria com parte dos 14.500 mil m² do Ulrico Mursa e ainda compraria outro espaço ocupado pela Briosa (cerca de 26 mil m²), hoje pertencente à SPU (Secretaria de Patrimônio da União).
“O grande diferencial na escolha é que (a proposta do Grupo Mendes) não foi um sonho, foi realidade. Eles ofereceram trabalho. Eles (Santos) estavam falando em começar a construir o estádio para o quanto antes, mas não é assim que funciona. A proposta do Mendes era muito mais concreta”, disse Alexandre Ramos Nunes, vice-presidente da Portuguesa Santista.
Agora, após aprovação do Conselho Deliberativo, os dirigentes da Portuguesa Santista terão que travar uma batalha administrativa para que tenha início as obras no local. Explica-se: o Ulrico Mursa possui cerca de 40.500 mil m². O clube, porém, é dono de apenas 14.500 mil m². O restante pertence à SPU. Ou seja, para que o Grupo Mendes dê início à construção, seria necessária a compra do outro terreno, que, conforme apuração do DL, custa R$ 28 milhões.
Para sorte do torcedor da Briosa, este dinheiro seria disponibilizado pelos investidores portugueses. O grupo ainda promete a construção de nova sede social, estacionamento para 300 carros, estádio para 10 mil pessoas, revitalização da sua fachada, benfeitorias no espaço destinado aos sócios e criação de uma arena society. Em troca, os investidores construirão no complexo um shopping maior que o Brisamar, de São Vicente, com 196 lojas.
“Demos o pontapé inicial de um sonho. A partir desta votação, daremos início ao serviço burocrático e administrativo. Teremos que adquirir este terreno, que está em posse da Briosa desde 1961, mas hoje pertence à União”, completou Alexandre.