João Dória, prefeito eleito de São Paulo, disse que se reuniu com o presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, para conversar sobre uma possível concessão do Pacaembu. O clube da Vila Belmiro não investiria em reformas no local e ficaria com o estádio para a “gestão futebolística”, levando um número maior de partidas para a Capital na próxima temporada.
Nesta temporada, o Santos mandou cinco partidas para o Pacaembu, válidas pelo Paulistão e Brasileirão, e venceu em todas as oportunidades. Pelo estadual, triunfos sobre Mogi Mirim e Água Santa. Já no campeonato nacional, vitórias sobre o Botafogo, São Paulo e Santa Cruz.
“Vamos fazer uma concessão por um período determinado, modelagem não está pronta, e o Santos já demonstrou interesse. O presidente Modesto Roma Júnior já esteve aqui junto com o futuro secretário de esportes para estudar e conhecer um pouco dos princípios da modelagem, que ainda não está pronta. Não que o Santos vá pagar pela concessão, entendo até que não deva fazer isso, e deve ser um sócio de um consórcio de uma ou mais empresas que assumirão a responsabilidade de gestão de investimento do Pacaembu, enquanto o Santos fará a gestão futebolística. É uma boa conversa, o Modesto tomou a iniciativa de nos procurar, está avançando bem”, afirmou Doria à rádio Jovem Pan.
Na verdade, a ideia inicial do Santos era construir um novo estádio no terreno ocupado pela Portuguesa Santista e Associação Atlética Portuários. Conforme revelado pelo Diário do Litoral, porém, o clube coirmão aceitou oferta do Grupo Mendes e deve construir uma arena com apoio do empresário da região. A decisão fez com que o Peixe perdesse parte do terreno, afetando a ideia de construção da nova arena no local.
Apesar de ser descartado do projeto lusitano, o clube acredita que é possível construir um estádio na área vizinha ao Ulrico Mursa. A proposta inicial, que não envolvia a Portuguesa Santista, previa a construção da arena santista num terreno de 88 mil m², 20 mil dos quais pertencem à Associação Atlética Portuários. O restante (68 mil m²) teria que ser adquirido junto à SPU.
