Pleno do STJD reduz pena de presidente do Santos para 30 dias

Por ter afirmado, sem provas, que houve interferência externa em jogo contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, Modesto Roma Júnior tinha sido punido por 120 dias

Em julgamento de segunda instância, realizado na tarde desta quinta-feira (24), no Rio de Janeiro, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) reduziu a suspensão do presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, de 120 para 30 dias. A multa ao clube alvinegro, que era de cerca de R$ 120 mil, caiu para R$ 30 mil.

O cartola foi condenado por afirmar, sem provas, que o repórter da TV Globo, Eric Faria, auxiliou o árbitro Leandro Vuaden na anulação de um pênalti no atacante Bruno Henrique em duelo com o Flamengo, pela Copa do Brasil, no último dia 26. O possível gol na cobrança seria suficiente para o Peixe chegar à semifinal.

Logo após a partida, o Peixe encaminhou um ofício à CBF pedindo a anulação do jogo. No início, a diretoria dizia que tinha provas de uma interferência externa – não permitida pela FIFA. Durante o julgamento, porém, o advogado do clube, Marcio Andraus, reconheceu que não houve interferência.

Por conta do episódio polêmico, Modesto foi afastado dos eventos oficiais do clube. Como já cumpriu 15 dias da pena, o presidente alvinegro agora precisa cumprir os outros 15 restantes. Nesse período, o vice-presidente Cesar Conforti e o Comitê de Gestão assumirão as responsabilidades do cartola.

Modesto foi enquadrado nos artigos 258, inciso II, e 191, inciso III, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Tais tópicos falam sobre “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões” e produzir “declarações antidesportivas e que venham a macular a imagem da competição ou da CBF”.