Conceito de Porto Ágil de Guarujá é modelo para o Brasil

A prefeita Antonieta propôs a inserção da interface dos municípios com o Porto no escopo do projeto nacional

O conceito de Porto Ágil, apresentado em abril deste ano pela prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, serviu de modelo para o Conselho de Competitividade do Governo Federal elaborar o projeto “Portos Eficientes”. A ação foi ressaltada durante encontro com o presidente do Movimento Brasil Competitivo (MBC), Abílio Braga, realizado na sede do Sindicato das Agências de Navegação Marítima (Sindamar), em Santos, na tarde de segunda-feira (16).

Um grupo de empresários do comércio, indústrias e serviços ligados ao Porto e liderados pelo diretor de Relações Institucionais da empresa Santos Brasil, Ronaldo Forte, recepcionaram a prefeita e o presidente do MBC para a apresentação do escopo do projeto “Portos Eficientes”. “O comércio exterior representa 60% da vida da Baixada Santista e apresentamos a melhoria da gestão portuária. A prefeita Antonieta é um exemplo vivo e pode dar seu testemunho, tanto na redução de custos na máquina pública quanto nesta questão do Porto”, disse Ronaldo Forte.

O presidente do MBC falou sobre o Programa de Modernização da Gestão Pública (PMGP), que trabalha com os conceitos de assessoria, reuniões de acompanhamento e governança, com o objetivo de melhorar as práticas, garantindo a redução dos custos na gestão pública e a melhoria do atendimento à população. Ele apontou que o Movimento é mantido pelas empresas associadas e mantenedoras e, entre os números apresentados, destacou que com R$ 73,7 milhões em investimentos foi possível obter R$ 14,5 bilhões em resultados em diversas unidades de gestão pública do País.

Guarujá celebrou parceria com o MBC em 2009, antes mesmo do Governo Federal. Durante sua explanação, a prefeita de Guarujá relatou todo o histórico da parceria da Prefeitura com o MBC e a implantação do programa “Fazendo Mais com Menos”, que somente no primeiro ano de realização conseguiu superar a meta de reduzir gastos no total de R$ 10 milhões dos cofres públicos e obteve a bem-sucedida marca de quase R$ 30 milhões de economicidade.

Sobre o projeto “Portos Eficientes”, Antonieta expôs que o protagonismo de Guarujá no enfrentamento dos gargalos relacionados ao Porto, assim como a criação do Gabinete de Gestão de Crise envolvendo os vários atores sociais na discussão para equacionar o problema foram determinantes para o resultado do Porto Ágil, mas acredita que é preciso ir além.

“Fomos ao Conselho de Competitividade da presidenta Dilma e mostramos ao doutor Gerdau (Jorge Gerdau Johannpeter, do MBC) que esta ação seria boa para os portos brasileiros. A proposta é plenamente viável, tanto que o doutor Gerdau levou em frente. Agora precisamos de braços e apoios, porque este projeto não é para uma cidade, mas para o desenvolvimento de toda Região Metropolitana da Baixada Santista e para o País”, enfatizou Antonieta.

Relação harmônica entre Porto e Cidade

Durante a apresentação do escopo, Antonieta propôs que fosse inserida a interface dos municípios com o Porto. “Somos protagonistas neste processo e entendemos que esta questão é estratégica para o Brasil. Além de querer um porto eficiente, moderno e competitivo, queremos uma relação harmônica com a Cidade. O que se implanta não se perde, porque passa a ficar enraizado na cultura dos servidores, como aconteceu na Prefeitura de Guarujá. Hoje o nosso município está em pleno desenvolvimento e tenho convicção que este projeto vai ter êxito, mas é preciso a participação e empenho de todos, como a participação da Codesp e Governo Federal”, finalizou a prefeita.

Sociedade civil reconhece a importância do planejamento e participação

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (Aceg), Rogério Sachs, o encontro foi importante porque “é preciso planejamento estratégico para desafogar os gargalos, mas, neste contexto, também precisamos das aplicações a curto prazo. São necessárias as ações imediatas para que o planejamento a longo prazo não fique defasado e a eficiência seja perene”, considerou.

Já o diretor executivo da Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), Cesar Meireles, elogiou a postura firme da prefeita Antonieta em relação ao tema e reforçou que “as cidades portuárias são dadivosas porque o Porto é um agregador de valor. Este modelo que está sendo construído pelo MBC, utilizando-se da expertise mundial, com apoio das prefeituras e do Governo Federal, merece atenção prioritária de todos. Os assuntos portuários não pertencem somente a quem está ligado ao setor, mas entra na agenda de todos, do cidadão comum, e ele deve se envolver porque será o maior beneficiado”, concluiu.