Da sala de aula para a tela de cinema. Foi assim que os alunos do Programa ProJovem Adolescente do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Morrinhos se sentiram na tarde de quinta-feira (22), com a exibição do curta-metragem “Mistério”, no Cine 3 Ferry Boat’s. O filme foi protagonizado pelos jovens, com faixa etária entre 15 e 17 anos, e produzido pelo Núcleo Empresarial de Valorização Humana (Neval) Consultoria Ltda., que é parceira da Prefeitura de Guarujá na iniciativa.
O clima era de estreia, já que o Cine 3 Ferry Boat’s cedeu uma sala do cinema para o público. Já a empresa de transporte público liberou os ônibus para buscar os adolescentes do Cras e suas famílias para assistirem à sessão. Ao todo, cerca de 160 pessoas compunham a plateia, num clima de euforia e expectativa.
“Escolhemos a data de hoje, 22 de agosto, por ser o Dia do Folclore, já que o curta-metragem produzido pelos nossos adolescentes conta a história de uma lenda urbana, a da loira do banheiro”, disse a coordenadora do Cras, Rebeca Pires. Ela reforça que o curta-metragem é resultado das oficinas de audiovisual desenvolvida com os jovens no Cras pelo Neval, com a direção do produtor audiovisual Tony Valente, além da parceria da Associação de Folclore e Artesanato de Guarujá (Afag).
A secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Elizabete Gracia da Fonseca, prestigiou o evento e parabenizou o resultado do trabalho, ressaltando que o papel do Cras é desenvolver ações preventivas junto aos munícipes, sobretudo de fortalecimento aos vínculos familiares. “É de suma importância oferecermos alternativas aos jovens e o curta-metragem ficou muito bem feito”, disse a secretária.
A utilização do cinema como forma de expressão da juventude foi apontado por Tony Valente como um meio de inclusão social. “A experiência foi incrível porque, quando você dá uma ferramenta para o jovem, ele faz dela sua forma de expressão. Eles quiseram dar uma lição de moral no curta falando sobre bullying, mostrando que se a pessoa sofrer o mal e reproduzir, será o caos social. Mas quiseram expor que alguém tem que ser forte e pagar com o bem”, disse o produtor.
Para a aluna Carine Vieira do Nascimento, de 16 anos e moradora da Vila Edna, o momento foi marcante em sua vida. “Eu sempre quis fazer um filme, mas não imaginava que ia fazer. Gosto muito do ProJovem porque os professores me incentivam e é divertido. A minha família ficou feliz quando soube e me colocou lá em cima”, contou.