Quase todos os turistas internacionais que visitaram o Brasil no ano passado desejam voltar, mas 44% acharam caro demais o que tiveram de desembolsar para comprar produtos e serviços no País. Além da tradicional hospitalidade dos brasileiros, os estrangeiros ficaram satisfeitos com a gastronomia, os restaurantes e os alojamentos. Na outra ponta, junto aos preços, as avaliações menos positivas foram para os serviços de telefonia e internet, rodovias, aeroportos e sinalização.
Os dados compõem estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), divulgado nesta quarta-feira, 28, pelo Ministério do Turismo. Foram consultados mais de 31 mil turistas nos 15 aeroportos internacionais e em 10 fronteiras terrestres.
O ministro do Turismo, Gastão Vieira, disse que o Brasil tem muito a evoluir no segmento, mas acredita que o País está no caminho certo. Ele ponderou que o principal item de insatisfação dos estrangeiros está relacionado ao câmbio. Em 2012, o real estava muito valorizado, o que contribuiu para aumentar os custos em dólar.
Um turista de negócios gastou quase US$ 500 dólares a mais do que a média de US$ 1.137 dos demais viajantes. Os norte-americanos são os que mais gastam aqui por dia (US$ 76). Os turistas da Europa (US$ 62) têm um gasto per capita diário semelhante aos da América do Sul (US$ 63), embora fiquem aqui duas vezes mais que os vizinhos. Em média, os europeus e norte-americanos gastam mais que o dobro e ficam duas vezes mais que os provenientes da América do Sul.
Recorde
Do número recorde de 5,676 milhões de turistas estrangeiros que vieram ao Brasil em 2012, quase um terço fez sua primeira visita ao País. A avaliação daqueles que consideraram que a viagem superou ou atendeu plenamente às expectativas é maior entre os que chegaram por via terrestre (93,6%) do que pelos que tiveram que passar pelos aeroportos brasileiros (81,2%).

Segundo o perfil traçado pelo estudo, quase 30% dos turistas internacionais que vêm ao Brasil são da Argentina e pouco mais de 10%, dos Estados Unidos. A Alemanha passou o Uruguai na terceira colocação de principais emissores. A metade dos turistas que visitaram o País reside na América do Sul, seguidos pelos europeus e norte-americanos.
Temporada
Janeiro concentra 13,2% de todo o fluxo internacional do ano. A sazonalidade é explicada pelas visitas frequentes dos argentinos às praias brasileiras no verão. Eles também foram responsáveis pela troca da segunda posição dos destinos mais visitados a lazer. Florianópolis (SC) desbancou Foz do Iguaçu (PR) entre esse público. O primeiro lugar do ranking continua com o Rio de Janeiro.
Já São Paulo detém quase a metade do fluxo de turistas a negócios (48,3%), mais que o dobro da participação do segundo destino – Rio de Janeiro. Brasília (DF) passou a fazer parte do ‘top 5’ de destinos a negócios, lugar antes ocupado pela capital mineira, atrás de Curitiba e Porto Alegre.
Foi detectado pela pesquisa um crescimento consistente dos turistas que ficam em hospedagens alternativas, como casas alugadas (de 8% para 11,9% de 2006 a 2013) e camping ou albergues (de 2,4% para 4,9% no mesmo período). Mesmo assim, a maioria dos turistas ainda se hospeda em hotéis (52,1%) e casas de amigos e parentes (27,4%).
O ministro do Turismo, Gastão Vieira, comemorou o grau de fidelidade dos turistas estrangeiros. “Um dado significativo que contraria a expectativa é de que quem veio quer voltar. Isso demonstra satisfação com algumas ofertas de serviços que a nossa expectativa era de preocupação, em relação a táxi, restaurantes “