Localizada a poucos metros da charmosa cidade de Sozopol, a ilha de São Quirico e Santa Julita está prestes a deixar de ser um símbolo de ruínas para se tornar o novo hotspot do turismo cultural na Europa.
Após mais de uma década de impasses, o governo búlgaro finalmente deu sinal verde para a revitalização total da ilha, que promete ser o ‘centro da civilização do Mar Negro’.
O renascimento de um patrimônio esquecido
A decisão do Conselho de Ministros da Bulgária transferiu a gestão de mais de 35 mil m² da ilha para a infraestrutura portuária nacional. Isso significa o fim da deterioração de edifícios históricos e o início de obras monumentais:
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Novo Porto Turístico: Um cais moderno de 300 metros será construído para receber navios de cruzeiro e embarcações de luxo.
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Escola de Pesca: O emblemático edifício da antiga escola, ícone da arquitetura local, será totalmente restaurado.
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Arqueologia Subaquática: A ilha será transformada em um centro mundial de pesquisas científicas e museu a céu aberto.
Por que esta ilha é estratégica?
Diferente de outros destinos litorâneos, São Quirico não é apenas sol e mar. Ela carrega camadas de história que remontam à antiguidade. A meta é integrar a ilha aos roteiros mais exclusivos do Mar Negro, unindo:
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Turismo de luxo: Facilidade de atracação para navios turísticos.
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Cultura e Ciência: Foco em arqueologia subaquática e preservação histórica.
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Segurança: Reforço das estruturas hidrotécnicas (quebra-mar) que sofrem com a erosão há décadas.
O que esperar para 2026?
Com a licitação já aberta e os recursos liberados, a expectativa é que a ilha deixe de ser um local fechado e ‘fantasma’ para se tornar o principal destino de Sozopol. O projeto, liderado por articulações técnicas e políticas, visa transformar o abandono em um modelo de desenvolvimento sustentável e preservação.
