Cidade litorânea na França multa turistas que andam de biquíni fora da praia

Medida adotada em Les Sables d'Olonne prevê penalidade de até 150 euros por trajes inadequados nas ruas

O prefeito destacou que o uso de roupas inadequadas fora da orla compromete a convivência urbana

O prefeito destacou que o uso de roupas inadequadas fora da orla compromete a convivência urbana | Reprodução

A cidade francesa de Les Sables d’Olonne, localizada na costa atlântica, passou a aplicar multas para turistas e moradores que circularem pelas ruas com trajes de banho, como sunga, biquíni ou sem camisa. 

A nova regra estabelece uma penalidade de até 150 euros (aproximadamente R$ 963) para quem desrespeitar o limite entre o que se usa na praia e o que se deve vestir em espaços públicos.

A norma foi divulgada recentemente pela administração municipal e tem como objetivo preservar a imagem da cidade, garantir o respeito à população local e manter padrões básicos de higiene em áreas comerciais, como mercados e lojas. Veja outras partes do mundo onde a prática é proibida.

O prefeito destacou que o uso de roupas inadequadas fora da orla compromete a convivência urbana e pediu à polícia que reforce a fiscalização da medida.

Além de Les Sables d’Olonne, outras cidades da França adotaram regras semelhantes. Em Arcachon, também na costa oeste, quem for flagrado “semivestido” longe da areia pode receber a mesma multa de 150 euros.

No sul do país, em La Grande-Motte, o valor se aplica a qualquer pessoa que circular com pouca roupa fora da praia ou do calçadão à beira-mar.

A regulamentação desse tipo de conduta tem sido cada vez mais comum em destinos turísticos europeus. Em 2023, Málaga, na Espanha, anunciou multas de até 750 euros (cerca de R$ 4.818) para quem andar nu ou apenas de roupa íntima em espaços públicos. 

A cidade chegou a instalar outdoors com orientações para os visitantes sobre vestimenta e comportamento apropriados.

Embora a medida tenha sido bem recebida por parte dos moradores, que elogiaram a iniciativa nas redes sociais, também houve críticas de quem considera que a cidade deveria se concentrar em problemas mais graves, como a criminalidade. 

Ainda assim, as autoridades seguem firmes na decisão de impor limites ao que é considerado desrespeitoso no espaço urbano.