A incursão militar direta dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na retirada forçada de Nicolás Maduro do poder neste sábado (3), gerou uma onda imediata de choques diplomáticos.
Enquanto Washington celebra o que chama de “sucesso estratégico”, o eixo de aliados de Caracas e líderes regionais denunciam uma ruptura gravíssima das normas internacionais.
Eixo de aliados condena “agressão armada”
As potências que dão suporte ao regime chavista reagiram com veemência, classificando a operação de Donald Trump como um ato de força ilegal:
- Rússia: O Kremlin descreveu a ofensiva como um “ato de agressão armada” motivado por ideologia, alertando que a substituição da diplomacia pela força coloca em xeque a segurança de todas as nações soberanas.
- Irã: Teerã emitiu um comunicado de repúdio, focando na violação da integridade territorial e no desrespeito às fronteiras da América do Sul.
- Cuba: Em tom mais inflamado, Havana classificou a ação como “terrorismo de Estado” e convocou os países latino-americanos a se posicionarem contra a ofensiva de Washington.
América do Sul em alerta máximo
A proximidade geográfica do conflito elevou o tom das capitais vizinhas:
- Colômbia: O presidente Gustavo Petro confirmou que Caracas foi alvo de mísseis e, em resposta imediata, determinou a movimentação de tropas para a fronteira venezuelana. A Colômbia pretende levar o caso ao Conselho de Segurança da ONU para evitar uma guerra regional.
- Brasil: Em Brasília, o clima é de crise. O presidente Lula interrompeu seu recesso para coordenar uma reunião de emergência no Itamaraty, buscando entender as implicações da captura de Maduro para a estabilidade do continente.
Mediação Europeia
A Espanha surgiu como uma voz moderada no conflito, evitando condenações diretas imediatas e oferecendo-se para mediar um diálogo que impeça um derramamento de sangue ainda maior, focando em uma saída negociada para o vácuo de poder deixado pela captura do casal presidencial.
O Cenário em Caracas
Enquanto a vice-presidente Delcy Rodríguez denuncia o “sequestro” de Maduro, os relatos vindos da Venezuela são de destruição em pontos estratégicos, como o Forte Tiuna.
