EUA começam a monitorar as redes sociais de estudantes que pedem visto

Primeiro país oficialmente a entrar na rede de controle do governo Trump é o Peru; Brasil deve ser um dos próximos

Estudantes em biblioteca de universidade nos EUA

Estudantes em biblioteca de universidade nos EUA | Foto de Tima Miroshnichenko/Pexels

A Embaixada dos Estados Unidos no Peru pediu para as pessoas que querem tirar o visto de estudante e/ou intercâmbio no país deixarem as suas contas das redes sociais “públicas” a partir de agora. Isso serve de indício de que, logo mais, outros países sofrerão as mesmas medidas, dentre eles o Brasil.

Desde quando anunciou o “tarifaço” para vários países, o presidente Donald Trump comentou sobre o assunto e disse que as regras para esses vistos, especificamente, seriam “endurecidas”.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos já havia avisado que a nova medida poderia entrar em vigor a qualquer momento, exatamente como aconteceu com o Peru, mas não informou quais países deveriam seguir a regra e nem em quanto tempo ela seria aplicada.

Risco

Todos os pedidos de visto de estudantes ou de intercâmbios de não imigrantes, nas categorias F, M e J no Peru agora terão suas contas nas redes sociais minuciosamente checadas, “evitando que pessoas que apresentem algum risco aos EUA entrem no país”. 

O comunicado do Departamento de Estado não dá detalhes sobre como classificariam a postagem de uma pessoa perigosa aos americanos, tampouco quais critérios seriam levados em consideração na linha tênue que divide a liberdade de expressão com alguma forma de ameeça à segurança nacional do país.

“O visto americano é um privilégio, e não um direito”, diz outro trecho do comunicado.

“Não queremos pessoas que prejudiquem os interesses nacionais recebendo visto de entrada em nosso território”, finaliza o texto.