Seis das rotas aéreas mais turbulentas do planeta estão na América Latina, aponta estudo

O estudo analisou cerca de 10 mil trajetos aéreos ao redor do mundo e identificou que seis das rotas mais turbulentas estão em países latino-americanos

Segundo análise do site especializado Turbli, várias rotas do continente estão entre as mais turbulentas do planeta

Segundo análise do site especializado Turbli, várias rotas do continente estão entre as mais turbulentas do planeta | Freepik

Um levantamento internacional sobre turbulência aérea colocou a América Latina em destaque, e não exatamente por bons motivos. Segundo análise do site especializado Turbli, várias rotas do continente estão entre as mais turbulentas do planeta, resultado direto da geografia da região e da influência de grandes cadeias montanhosas.

O estudo analisou cerca de 10 mil trajetos aéreos ao redor do mundo e identificou que seis das rotas mais turbulentas estão em países latino-americanos. Apesar da proximidade geográfica, nenhum desses trajetos envolve aeroportos brasileiros.

Geografia que desafia os voos

Boa parte das rotas com maior índice de turbulência tem algo em comum: elas atravessam áreas dominadas pela imponente Cordilheira dos Andes.

O encontro entre correntes de ar e o relevo extremamente acidentado da cordilheira cria condições propícias para fortes instabilidades atmosféricas. Quando o vento encontra as montanhas, ele tende a subir e descer rapidamente, gerando ondas de ar que provocam as conhecidas turbulências durante o voo.

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Esses fenômenos podem ocorrer mesmo em dias de céu aparentemente estável, o que exige atenção constante das tripulações e planejamento das rotas pelas companhias aéreas.

Veja esse vídeo para saber mais sobre as rotas turbulentas:

Rotas mais turbulentas do continente

Entre os trajetos analisados, alguns voos relativamente curtos aparecem no topo do ranking global. O percurso entre Mendoza, na Argentina, e Santiago, no Chile, foi apontado como o mais turbulento do mundo segundo a análise do Turbli.

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Outras rotas da região também aparecem entre as mais instáveis, como:

  • Córdoba – Santiago

  • Mendoza – Salta

A concentração desses trajetos na região andina reforça a influência direta do relevo na estabilidade dos voos.

Como a turbulência é medida

Para chegar ao ranking, o Turbli utiliza o EDR (Eddy Dissipation Rate), indicador amplamente usado na aviação para medir a intensidade da turbulência.

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Esse índice classifica a instabilidade do ar em diferentes níveis, que vão de leve até extrema. Quanto maior o número registrado, mais intensos são os movimentos da aeronave durante o voo, o que pode tornar a experiência mais desconfortável para passageiros.

O que os passageiros podem aprender com esses dados

Embora a turbulência seja um fenômeno comum e raramente represente perigo real para aeronaves modernas, conhecer as rotas com maior incidência pode ajudar passageiros frequentes a se prepararem melhor para determinadas viagens.

Informações desse tipo também ajudam a entender como fatores naturais, especialmente o relevo e os padrões de vento, continuam desempenhando papel importante na forma como os aviões cruzam os céus ao redor do mundo.