Vaticano dá passo decisivo e beatificação de famoso padre brasileiro dispara em Roma

Fase romana da causa começou esta semana e aprofunda a análise sobre a vida e o legado do sacerdote fundador da Comunidade Bethânia

Nascido em 9 de outubro de 1961, em Delfim Moreira (MG), padre Léo ingressou na Renovação Carismática Católica em 1983

Nascido em 9 de outubro de 1961, em Delfim Moreira (MG), padre Léo ingressou na Renovação Carismática Católica em 1983 | Divulgação

O processo de beatificação do servo de Deus padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira deu um passo importante no Vaticano.

A fase romana da causa começou oficialmente esta semana, com a abertura das atas enviadas em julho ao Dicastério para as Causas dos Santos, marco que coloca o processo sob análise jurídica da Santa Sé.

“Foram abertas as atas do processo que levei a Roma no fim de julho”, afirmou o padre Lúcio Tardivo, presidente do Instituto Padre Léo, em declaração divulgada pela Comunidade Bethânia. “Esse passo é muito positivo para a causa. Peço a todos que continuem em oração”.

Veja também: Milagre no Brasil torna Carlo Acutis o 1º santo millennial e ‘padroeiro da internet’

O postulador da causa, o italiano Paolo Vilotta, explicou que esta fase aprofunda a investigação sobre a vida, as virtudes e o legado pastoral do padre brasileiro, conhecido nacionalmente por suas pregações e atuação na evangelização.

A causa de beatificação teve início em 7 de março de 2020, quando foi instaurado o tribunal eclesiástico conduzido pelo arcebispo de Florianópolis, dom Wilson Tadeu Jönk.

A fase diocesana foi concluída em 21 de junho, durante sessão solene na sede da Comunidade Bethânia, em São João Batista (SC), onde padre Léo viveu seus últimos anos.

Nascido em 9 de outubro de 1961, em Delfim Moreira (MG), padre Léo ingressou na Renovação Carismática Católica em 1983 e foi ordenado sacerdote em 1990, na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.

Veja também: Padre Júlio Lancellotti lança livro em Santos e clama por dignidade aos mais pobres

Em 1995, fundou a Comunidade Bethânia, dedicada a acolher dependentes químicos e pessoas em situação de vulnerabilidade, oferecendo um caminho de recuperação baseado em espiritualidade, vínculos saudáveis, cuidados físicos e convivência fraterna.

Figura marcante em eventos católicos e conhecido também por suas participações na Associação do Senhor Jesus e na Comunidade Canção Nova, padre Léo morreu em 4 de janeiro de 2007, aos 45 anos, vítima de uma infecção generalizada decorrente de um câncer no sistema linfático.

Com a abertura oficial das atas no Vaticano, a causa segue para uma etapa decisiva, que pode aproximar padre Léo dos próximos passos rumo à beatificação.