COP 30: Baixada Santista estabelece meta de carbono zero até 2050

Único município da região a participar do evento, Cubatão reforça foco na descarbonização industrial e mobilização rumo à neutralidade

Conhecida como um dos lugares mais poluídos do planeta, Cubatão se tornou referência internacional em recuperação ambiental

Conhecida como um dos lugares mais poluídos do planeta, Cubatão se tornou referência internacional em recuperação ambiental | Divulgação/PMC

A Baixada Santista definiu a meta de alcançar a neutralidade de carbono até 2050, alinhada ao plano de descarbonização do estado de São Paulo. A região dá um passo concreto nesta trajetória ao ver o município de Cubatão assumir papel singular na mobilização ambiental na COP 30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro em Belém, no Pará.

No primeiro semestre, a terceira edição da “Jornada de Descarbonização” reuniu indústrias, entidades e governo para tratar do tema e lançou o desafio para a região. O evento mostrou que os impactos do aquecimento global, como as enchentes, tornam a sustentabilidade um imperativo para o desenvolvimento.

Essa adequação passa pela inserção no mercado de carbono, uma ferramenta global que transforma a redução de gases de efeito estufa (GEE) em uma commodity negociável. O esforço é fundamental para que o Brasil alcance a meta de reduzir suas emissões em até 67% até 2035. A região, com sua forte logística portuária e setor de óleo e gás, tem papel crucial nessa transformação.

Representatividade local

Nesse contexto global, Cubatão torna-se o único município da Baixada Santista com presença destacada na agenda oficial da COP 30, reforçando o compromisso da região com os objetivos de redução de GEE e a inserção no mercado de carbono.

Segundo dados da CETESB, o Polo Industrial de Cubatão é responsável por cerca de 7% das emissões industriais de GEE do estado de São Paulo. A participação ativa no processo de neutralização coloca o município como referência na região no tema “carbono zero”.

O programa estadual prevê linhas de ação e apoio técnico para micro e pequenas indústrias, com vistas a aprimorar processos, reduzir consumo de energia e adotar tecnologias mais limpas. O vínculo com a COP 30 amplia o escopo para o plano global, enquanto a Baixada Santista se posiciona como a frente prática desse movimento no litoral paulista.