Retorno das aulas presenciais deve ocorrer em fevereiro, diz secretário da Educação

Bruno Caetano ressaltou que o retorno será gradativo e mantendo os protocolos da vigilância sanitária

O retorno das aulas presenciais na capital paulista está mantido para o dia 4 de fevereiro, de acordo com o secretário municipal de Educação, Bruno Caetano.

“Nossa expectativa é que as aulas retomem na rede pública municipal de forma presencial no dia 4 de fevereiro. Vamos aguardar orientação da saúde municipal”, informou o secretário em entrevista ao “Bom Dia SP” nesta quarta-feira (23).

As aulas regulares presenciais foram suspensas em março devido à pandemia da Covid-19. No Estado, o governo paulista autorizou retorno em outubro, mas deu autonomia para as prefeituras decidirem se deveria ou não liberar a volta.

Na Capital, a gestão autorizou o retorno das aulas regulares presenciais do ensino médio. No ensino infantil e fundamental, foi autorizada a reabertura apenas para aulas extracurriculares.

Na semana passada, o governo mudou as regras e incluiu a educação básica na lista de serviços essenciais, permitindo que as escolas voltem a funcionar mesmo se o Estado registrar piora na pandemia.

Atualmente, as instituições só podem reabrir em regiões que estão na fase amarela do plano de flexibilização.

Retorno gradativo

O secretário da Educação ressaltou que o retorno será gradativo e mantendo os protocolos da vigilância sanitária.

“Não será a escola tradicional, como nós estamos acostumados. Vamos ter aí distanciamento, uso de máscara, álcool gel e provavelmente rodízio de alunos durante alguns dias”, disse Caetano.

De acordo com o secretário, a pasta da Educação tem feito reuniões com os professores para tratar o possível retorno às aulas presenciais. “Os protocolos de segurança e saúde foram elaborados em conjunto com os educadores”, disse Caetano.

“Nós temos uma quantidade adequada para retornar. Os professores que são do chamado grupo de risco, esses não retornarão no início”, completou.

No entanto, a autorização depende de um aval da área de saúde. “Eu tenho muita esperança de que essa autorização finalmente acontecerá para o dia 4 de fevereiro”, falou o secretário. Para o secretário, “nada substitui o contato presencial dos nossos educadores”.